89% dos municípios gaúchos não possuem leitos de UTIs para adultos

Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, apenas 49 possuem unidades de tratamento intensivo (UTIs) para adultos. O número demonstra que 89% das cidades não tem atendimento. Conforme dados disponíveis no site do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde, o Estado tem 1.558 unidades, sendo 999 delas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

A maioria dos leitos se concentra em Porto Alegre e em municípios da Região Metropolitana. No interior do Estado, no entanto, apenas cidades com maior número de habitantes as possuem. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, embora pareça um grande número de cidades sem leitos de UTIs, o planejamento adotado é de um leito por 50 km de circunferência do município, variando para menos dependendo da densidade habitacional. A secretaria admite que cerca de 30% do Estado não está coberto pela política. Os espaços vazios concentram-se na Região Sul, Norte e Fronteira Oeste. 

O secretário adjunto de saúde do Estado, Francisco Paz, entende que para o atendimento ser pleno, seria necessário número próximo de 2 mil leitos de UTIs pelo SUS, levando em consideração também os números pediátricos. 

"Precisamos melhorar para evitar qualquer vazio assistencial e o número de leitos", afirma. Ele diz, no entanto, que o Rio Grande do Sul é o segundo melhor Estado em termos de oferta de UTI.

Dificuldade para novos leitos
O principal motivo que dificulta o funcionamento de novas UTIs, segundo o subsecretário, é a política federal de habilitação de leitos. Neste ano, de acordo com Paz, nenhum leito foi habilitado. Há unidades já prontas, em municípios como Santa Rosa e Alegrete, mas que não entraram em funcionamento por causa dessa situação. 

A habilitação junto ao Governo Federal é monitorada pela pasta por causa do governo de transição e do processo de impeachment. O secretário-adjunto garante que os problemas financeiros do Rio Grande do Sul não atrapalham a criação de novos leitos. 

Outra dificuldade que a pasta aponta é a carência de pessoal técnico qualificado no Rio Grande do Sul.  O secretário-adjunto diz que para resolver a situação medidas são tomadas, principalmente para promover a formação de maior número de técnicos. 

GAÚCHA
 
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