Há exatos 10 anos, desembarcava em Porto Alegre um tal de Andrés Nicolás D'Alessandro. Na época, muitas eram as expectativas sobre aquele talentoso meia argentino e o que ele poderia fazer no Inter. Porém, poucos imaginavam o que estaria por vir. Mais do que títulos, liderança e idolatria, o craque criou uma bonita história dentro do Clube do Povo e solidificou um laço forte com a capital gaúcha, onde estabeleceu a sua família. Hoje, não há como pensar no Inter dos últimos 10 anos sem lembrar deste argentino de personalidade forte, que segue fazendo história com a camisa vermelha.
Confira 10 motivos para reverenciar o craque nesta data:
1 – Começo emblemático

A primeira partida foi no dia 13 de agosto de 2008, e não poderia ser outra. Um Gre-Nal, o de número 371 da história. Ainda não carregava o número 10 às costas e, sim, o 15, usado em exibições pela seleção argentina. E nada mais emblemático do que um clássico. Este acabou empatado em 1 a 1, no Beira-Rio, pela fase classificatória da Copa Sul-Americana, da qual o Colorado eliminou o rival e abriu o caminho para a taça. O título teve participação decisiva do meia, que encaixou como uma luva e rapidamente se tornou o maestro da equipe.
2 – A arte do La Boba

Parece simples, mas até hoje os adversários não desvendaram o mistério do La Boba, seu mais tradicional drible. O lance normalmente acontece na linha de fundo, no duelo de um contra um, e o estádio inteiro levanta para assistir a jogada de pé. O craque pisa na bola, puxa ela para trás e dá outro toque para frente, no contrapé do marcador adversário, que perde a passada e inevitavelmente cai no tango do argentino. A jogada é uma marca registrada do camisa 10.
3 – Homem Gre-Nal

Considerado o clássico de maior rivalidade do Brasil, o Gre-Nal não é para qualquer um. Há quem diga que, mais do que técnica, é necessário ter personalidade. E isso o D'Ale também tem de sobra. Acostumado a se destacar em clássicos quentes entre River Plate e Boca Juniors, o argentino demonstrou ter apreço pelos grandes jogos também no Brasil, assumindo o protagonismo do jogo naturalmente. Foram diversas taças conquistadas sobre o maior rival, além de vitórias em jogos decisivos. Ao todo, foram oito gols anotados no clássico.
4 – Coleção de faixas

A foto acima simboliza bem uma cena que se repetiu muitas vezes nesta década. Ao todo, foram 12 títulos conquistados defendendo o manto colorado. Além, é claro, de diversas outras conquistas individuais, como o prêmio de Melhor Jogador das Américas (Jornal El País), em 2010, e de Melhor Estrangeiro do Brasil (EFE), em 2013. Confira a lista de taças:
Copa Libertadores: 2010
Recopa: 2011
Copa Sul-Americana: 2008
Gauchão: 2009, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015
Recopa Gaúcha: 2016 e 2017
Suruga Cup: 2009
5 – D'Alessandrismo

Completar 10 anos em um mesmo clube não á para qualquer jogador. Além do talento para manejar a pelota, o gringo esbanja carisma. O seu rosto está presente em bandeiras, faixas, bumbos e até tatuagens. E não são poucas. Recentemente, o Inter fez uma ação para celebrar o aniversário do ídolo com dezenas de crianças que são batizadas com o seu nome.
6 – Segunda pele

D'Alessandro vestiu a camisa colorada como poucos. Literalmente. Ao todo, foram 411 vezes. O número coloca o argentino como o sexto jogador com mais atuações na história do Clube, ultrapassando o histórico goleiro Gainete recentemente. Veja abaixo os jogadores com mais partidas pelo Colorado:
1º) Valdomiro – 803
2º) Bibiano Pontes – 523
3º) Dorinho – 460
4º) Luiz Carlos Winck – 453
5º) Claudiomiro – 420
6º) D'Alessandro – 411
7º) Gainete – 410
8º) Mauro Galvão – 393
9º) Índio – 391
10º) Falcão e Carlitos – 387
7 – Craque fora de campo

Além das jogadas geniais dentro de campo, D'Alessandro também marca seus golaços fora das quatro linhas. O evento Lance de Craque, em especial, tomou uma grande proporção ao reunir estrelas do futebol mundial em uma partida amistosa de final de ano no Beira-Rio. A renda é toda revertida para auxiliar entidades carentes e já contou com quatro edições até aqui, arrecadando milhões para quem mais precisa.
8 – Cidadão de Porto Alegre
Após tantos anos no Clube do Povo, os laços criados vão além das fronteiras do Beira-Rio. D'Alessandro é literalmente um cidadão porto-alegrense desde 2015, quando recebeu a honraria de Cidadão Honorário de Porto Alegre pelos feitos dentro e fora de campo. Como se não bastasse, Gonzalo, seu terceiro filho, nasceu "brasileiro, gaúcho e colorado", nas próprias palavras do craque, que fez questão de registrá-lo por aqui.
9 – O Retorno

Após ser emprestado ao time em que foi revelado, o River Plate, durante 2016, D'Alessandro voltou ao Beira-Rio já no início do ano seguinte, justamente em um temporada que prometia ser dura, pois o Inter tinha pela frente a Série B do Brasileirão. Como era esperado, o meio-campista mostrou o seu comprometimento com o Clube do Povo e foi um dos principais personagens na campanha de retorno à elite do futebol brasileiro.
10 – Nascido para jogar no Inter

Depois de sair da Argentina, D'Ale teve a oportunidade de atuar em diferentes países, como Alemanha, Espanha e Inglaterra. Porém, o seu destino parece ter sido traçado para chegar em Porto Alegre, no auge de sua carreira, e encontrar o Internacional. O jogador tem o DNA colorado em suas veias, em uma receita perfeita de técnica e raça que faz o torcedor sentir-se representado dentro de campo. Mesmo quando está impossibilitado de atuar, o jogador faz questão de ficar junto com os companheiros e oferecer a sua experiência e incentivo, servindo de exemplo e referência para os mais jovens.
Site:Inter
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