A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (14), uma operação para apurar fraudes em licitações do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).
Conforme apuração feita pela Controladoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), a fraude investigada teria provocado prejuízos de aproximadamente R$ 500 mil.
Na operação denominada Abecedário foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Cachoeirinha e São Leopoldo, na Região Metropolitana, em Passo Fundo, no Norte gaúcho, e no Rio de Janeiro.
A ação contou com a participação de 85 policiais civis, 28 viaturas e o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Transporte e o Daer informaram que adotaram as medidas necessárias para apurar as suspeitas de irregularidades. Ainda de acordo com a nota, o responsável pela contratação foi exonerado, além do rompimento do contrato e notificação das empresas para que os valores fossem devolvidos.
De acordo com o delegado Sander Cajal, a operação é apenas mais uma fase da investigação, que agora busca documentos e outras provas que possam contribuir com o que já foi apurado pela polícia.
"São em torno de 11 a 13 investigados, mas esse número pode aumentar a partir do que for sendo apurado", disse o delegado, afirmando ainda que já foi confirmado o envolvimento de servidores e ex-servidores.
Em setembro de 2017 uma sindicância que investigou a terceirização de um serviço de protocolo no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) identificou problemas como sobrepreço e a contratação desnecessária de uma empresa.
O caso fez com que um diretor pedisse exoneração do cargo devido a conclusão da sindicância. O procedimento apontou que ele conduziu o processo de contratação e teria alegado urgência para conseguir terceirizar o serviço de protocolo.
De acordo com a sindicância, algumas das empresas que participaram do processo de contratação por meio de carta convite eram de propriedade da mesma pessoa. A concessão teria gerado um custo adicional de R$ 400 mil aos cofres públicos.
G1 RS