Cerca de 9,1 mil gestantes cadastradas no programa Bolsa Família no Rio Grande do Sul devem receber repelente de graça para se proteger do mosquitoAedes aegypti, que transmite o zika vírus, a dengue e a febre chinkungunya. O número foi confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo benefício.
A distribuição gratuita de repelente para mulheres grávidas do programa foi anunciada na última segunda-feira pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, em Brasília. Em todo o País, são 400 mil gestantes beneficiadas.
Os detalhes da distribuição, no entanto, ainda não foram divulgados pela pasta. Na manhã desta quarta-feira (27), os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Saúde, Marcelo Castro, se reuniram com fabricantes de repelentes no Palácio do Planalto. Informações mais detalhadas devem sair nos próximos dias.
Também hoje, o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço da microcefalia no País. Ao todo, o Brasil teve 4.180 casos suspeitos registrados até o dia 23 de janeiro. Destes, 3.448 casos seguem sendo investigados, para ver se existe relação com o zika vírus. Outros 462 casos notificados já foram descartados. O Rio Grande do Sul se manteve sem alterações, com apenas um caso confirmado de microcefalia associada ao zika vírus até agora.
Nesta tarde, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, vai dar detalhes da participação das Forças Armadas no combate ao mosquito. Uma grande mobilização nacional está prevista para o dia 13 de fevereiro, com o apoio de 220 mil militares.
No Rio Grande do Sul, segundo o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo, o dia "D" vai mobilizar 60 mil pessoas em ações de combate e conscientização, sendo 20 mil homens do exército, 20 mil servidores da secretaria de saúde do estado e dos municípios e mais 20 mil servidores de outras secretarias. Todos serão convocados para trabalhar no sábado.
Entre as atividades da força-tarefa, eles vão visitar casas dos moradores e fazer limpeza em locais com possíveis focos do mosquito. Para isso, vão usar caminhões e retroescavadeiras.
Auxílio para famílias
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) também informou nesta quarta-feira que mães de crianças diagnosticadas com microcefalia podem se inscrever no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo a assessoria de imprensa do MDS, não se trata de um benefício novo, mas ganhou destaque pelo aumento no número de casos da doença no país.
O auxílio tem o valor de um salário mínimo por mês e é normalmente concedido a idosos com mais de 65 anos que não recebem aposentadoria e a pessoas com algum tipo de deficiência. Mães de bebês com má formação e seqüelas por causa da microcefalia já tinham direito ao benefício, mas os casos eram poucos até então.
Para receber a ajuda, é preciso passar por uma perícia no INSS, para comprovar a deficiência (no caso, a microcefalia). Outro requisito é a renda per capita (por cada pessoa da família), que não passar de um quarto do salário mínimo (hoje, isso equivale a 200 reais).
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