O governo do Estado celebrou, neste início de semana, por meio da Secretaria de Saúde (SES) e da Secretaria da Segurança Pública (SSP), termo de cooperação que facilitará o acesso recíproco a informações entre os sistemas estaduais de saúde e de segurança pública. O objetivo é comunicar registros a respeito de violência de gênero, sexual, contra crianças e adolescentes e tentativas de suicídio de crianças e adolescentes.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, a medida visa ao combate à violência doméstica e feminicídios e busca qualificar as ações de fiscalização e inteligência. “Esse acordo está em desenvolvimento desde o início do ano e o compartilhamento recíproco vem sendo construído há bastante tempo. A partir desses dados, nós poderemos identificar casos que eventualmente não tenham sido notificados à Polícia Civil e à Brigada Militar, em casos em que as vítimas procuram a rede de saúde, por necessidade ou com medo de ir a uma unidade policial”, declarou.
Para a secretária da Saúde, Arita Bergmann, a união entre as secretarias busca atender a população de forma ágil. “O enfrentamento da violência inicia com a prevenção. Identificar situações em que ela ocorre é fundamental para coibi-la. Esse acordo dá celeridade na troca de informações”, afirmou. A ação reforça manifestações anteriores do governador Eduardo Leite, de que se as vítimas não denunciam ou não conseguem denunciar a violência, é preciso ter alguém que denuncie por elas.
Atenção à Saúde
Os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) têm grande relevância na prevenção de violências, que podem surgir de forma silenciosa e serem identificadas na rede de saúde. Isso porque as equipes de agentes comunitários e outros profissionais possuem maior capilaridade e vínculo com a população, por atuarem junto aos territórios, o que permite a identificação de situações de violência, muitas vezes, antes de um evento agudo ou do agravamento da situação.
A subnotificação presumida de casos envolve especialmente pessoas que não chegam aos serviços de segurança ou saúde por medo, desconhecimento ou falta de acesso. Do total de casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), 76,83% ocorreram na residência das vítimas. O Sinan é a plataforma utilizada para a notificação de casos de doenças e agravos que constam na lista nacional de notificação compulsória. O sistema é alimentado principalmente por notificações e investigações de casos, permitindo que estados e municípios registrem informações sobre doenças de interesse.
Fonte: Governo do RS
Foto: Arthur Vargas/SES
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