A Assembleia Legislativa decidiu na tarde desta quarta-feira (16) suspender a remuneração de R$ 25 mil paga ao deputado Mario Jardel (PSD), que há mais de um mês não aparece no Legislativo.
A informação foi confirmada à Rádio Gaúcha pelo procurador da Assembleia, Fernando Ferreira.
A decisão se estende aos assessores que trabalham no gabinete do deputado, isso porque a folha de pagamento só pode ser gerada a partir da assinatura do parlamentar. Ou seja, para que os assessores voltem a receber, é necessário que Jardel compareça à Assembleia.
Jardel faltou às últimas doze sessões no Parlamento Gaúcho sem apresentar qualquer justificativa. Nesta quarta -feira (16), ele deveria ter prestado um depoimento na subcomissão que analisa sua cassação. A audiência foi marcada a partir de um entendimento do Tribunal de Justiça de que Jardel não havia sido ouvido e por isso o processo não poderia continuar.
Nos próximos dias, a Assembleia Legislativa pretende informar o Tribunal de Justiça que tentou ouvir o parlamentar, porém sem sucesso. Além disso, uma perícia médica (a ser realizada por profissionais da Assembleia) foi marcada para a próxima quarta-feira, dia 23. A defesa de Jardel afirma que o parlamentar estará presente.
Depoimento marcado; Jardel ausente
Como esperado, o deputado Mario Jardel (PSD) não compareceu à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (16) para depor na subcomissão que analisa o processo de cassação de seu mandato. O advogado de defesa dele, Rogerio Bassotto, está no local e vai apresentar um novo atestado médico por depressão.
“O atestado é de sete dias por depressão”, justificou o defensor de Jardel em entrevista à Rádio Gaúcha. Ele disse que conversa frequentemente com Jardel, mas não quis confirmar se o deputado está em Porto Alegre.
A expectativa era de que Jardel voltasse de Fortaleza, para onde foi há mais de um mês alegando que a avó de 87 anos enfrenta problemas de saúde, na noite de segunda-feira (14). No entanto, o paradeiro dele segue desconhecido.
Gaucha
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