Para sair da crise, o jeito é buscar investimentos em infraestrutura logística. A defesa é do deputado federal Luiz Carlos Heinze, principal nome cotado para a candidatura própria do Partido Progressista (PP) no governo do estado em 2018. O tema foi abordado em entrevista na Rádio Águas Claras, com o jornalista Leandro Benetti que conversou com o deputado. Heinze está em evidência para a candidatura própria, pois, Ana Amélia Lemos comunicou seu interesse em reeleger-se no Senado. “Já estamos em contato com deputados federais, estaduais; prefeitos e vereadores de todas as regiões do RS.. A candidatura do parlamentar deve ser oficializada na pré-convenção do PP, marcada para março. A convenção propriamente dita deve ocorrer em julho, quando todos os partidos apresentam seus nomes à Justiça Eleitoral para que a campanha inicie oficialmente.
“O jeito é devolver a auto estima ao povo gaúcho”
Questionado sobre a saída para a crise no estado, Heinze é categórico: “neste momento, temos que devolver a auto estima ao povo gaúcho”. Segundo ele, a crise econômica desmotiva os empresários e, como consequência, faz com que não haja crescimento. Para dar ânimo, o jeito é buscar por investimentos. “Temos que ter investimentos em energia, por exemplo, um setor em que somos deficitários hoje. Temos que alavancar projetos grandes e que estão parados. O porto de Rio Grande é outro exemplo. Também temos ferrovias paradas, que precisamos botar para funcionar”, defendeu. Com um estado economicamente inviabilizado, a melhor maneira de fazer isso, como afirmou, é firmando parcerias público-privadas.
“Dizem que o governo não tem recurso para investir, mas temos investidores que, com um bom projeto, teriam muito dinheiro para trazer para cá. Para ele, a logística gaúcha também precisa ser ampliada. “Tudo isso é geração de emprego, de impostos; são riquezas que vão ser produzidas. Não acredito que seja só com o aumento de impostos que se resolve o problema”, pontuou.
Questionado sobre o motivo de arriscar uma candidatura ao governo num estado quebrado, já que teria uma eleição tranquila a deputado federal, Heinze afirmou que “primeiro, sou movido por desafios. Segundo, nosso estado precisa de um choque de gestão e se não acreditasse na recuperação do Rio Grande do Sul não seria pré-candidato ao governo”.
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