Agronegócio perdeu 4 mil postos de trabalho formal em 2015 no Estado

O agronegócio no Rio Grande do Sul registrou um recuo de quase 4 mil postos de empregos formais no ano passado. Os dados, divulgados na tarde desta quinta-feira (11), fazem parte dos Indicadores Econômicos do Agronegócio desenvolvidos pela Fundação de Economia e Estatística do Estado (FEE).

O economista e coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE, Rodrigo Feix, destaca que o setor que mais contribuiu para a queda foi o de fabricação de tratores, máquinas e equipamentos agropecuários.

"Esse foi um ano bastante difícil para esse seguimento, dado que a demanda nacional por bens de capital para expansão da produção diminuiu. As condições de crédito, as expectativas deterioradas pelo ambiente econômico, também acabaram por afetar as vendas desse setor, principalmente para o mercado interno", disse.

A região Noroeste foi a mais afetada com a perda de empregos. Ainda segundo Feix, a tendência é de que no segmento de máquinas, a dificuldade continue durante esse ano. O agronegócio representa cerca de 12% do emprego formal celetista total do Estado.

Exportações tiveram queda no valor em mais de 6%

Também foi divulgado o balanço sobre as exportações gaúchas do agronegócio, que totalizaram US$ 11,6 bilhões, valor que representa 66% do total exportado no Brasil em 2015. Conforme o economista da FEE Sérgio Júnior, o valor exportado teve redução de 6,1%, principalmente em razão da queda nos preços dos produtos. Em relação a 2014, porém, o volume exportado cresceu 27,6%.

"Há uma tendência mundial de queda no preço das commodities e as razões para isso são variadas, entre elas, baixa do valor do petróleo, o aumento da produção em algumas regiões , entre outros. Um alento é que está em curso a desvalorização do real e isso acaba compensando em função de o exportador receber em dólar", destaca 

Os principais responsáveis pela queda no valor das exportações também foram máquinas e implementos agrícolas, além de fumo e seus produtos e carnes. A China permanece sendo o principal comprador de mercadorias do agronegócio gaúcho. 

Segundo o economista, os dados de janeiro de 2016 não são animadores, isso porque os valores dos produtos devem continuar em queda. Em relação a janeiro do ano passado, já há uma queda de 19,7% nos valores das exportações. 

GAÚCHA
 
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