Amuplam não concorda com retorno das aulas

Os Prefeitos dos 11 municípios que integram a região da Associação dos Municípios do Planalto Médio(Amuplam) estiveram reunidos nessa quinta-feira(13) em dependências da sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde(Cisa) para debater a proposição do Estado de possível retorno às aulas em 31 de agosto.

A discussão proposta pelo governo é que as associações municipais debatam o tema central com vistas a retomada gradual das atividades escolares a começar pela educação infantil. O Prefeito de Pejuçara Eduardo Buzzatti, que preside a Amuplam, disse que o encontro foi muito importante e produtivo em função da relevância do assunto em debate.

Destacou que seus pares rechaçaram imediatamente a proposta de retorno às aulas em 31 de agosto e principalmente a sugestão de retorno da educação infantil. “Há uma temeridade muito grande neste momento tendo em vista a curva ascendente da pandemia”, destacou Buzzatti reiterando que as notícias da região e do Estado dão conta de hospitais e UTIs superlotados com pacientes infectados pelo vírus.

“Entendemos que o governo fez um gesto não compatível com o bom relacionamento que deve existir entre os poderes. Uma decisão desta magnitude não pode ser tomada assim desta forma, transferindo responsabilidade uma vez que são muitas as variáveis. Não são apenas os alunos que estão envolvidos no contexto, mas também os trabalhadores do transporte escolar, os servidores e os professores”, ponderou. Lembrou ainda que se a região entrar em bandeira vermelha nesta semana por conta da evolução da doença, o regramento do distanciamento controlado prevê uma mudança radical no andamento das atividades econômicas, “então é uma contradição discutir retorno as aulas agora”, afirmou.

Lembrou ainda que também há a questão do período eleitoral onde existe a vedação até o dia 15 de novembro de substituição de profissionais. “Estaríamos, além dos profissionais, deixando vulneráveis e suscetíveis ao contágio também os alunos da educação infantil e os demais que integram a rede pública de ensino”, disse. “Nos entendemos que há uma certa ansiedade incutida na comunidade, e também há stress com tanta incerteza imposta pela pandemia, mas todos temos que pensar em primeiro lugar na questão da vida neste momento”, completou. O Presidente da Amuplam disse que a decisão do encontro foi que o tema de retorno às aulas volte a ser discutido apenas na segunda metade de setembro e que as aulas continuem sendo ministradas a distância com os recursos tecnológicos disponibilizados aos estudantes.

Sobre as regras do sistema de distanciamento controlado, sugerido pelo Estado para que haja a co-gestão dos municípios e suas associações, Eduardo Buzzatti disse que a situação é delicada. O Presidente disse que o decreto 55.535/2020 do governo do Estado sugere que haja uma discussão ampla envolvendo todos os segmentos, uma vez que os protocolos deveriam ser firmados por uma equipe técnica com longa atuação e levando em conta as peculiaridades de cada região. Na situação atual montar estes comitês seria um trabalho que demandaria tempo e discussão porque envolve vários profissionais. “Não descartamos essa possibilidade, vamos estudar, mas a implantação principalmente nos municípios pequenos da região da Amuplam seria muito difícil devido ao material humano necessário para montar o comitê”, concluiu.

 

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