Após três dias, deputados concluem votações que extinguem fundações

Depois de três dias de exaustivas votações, a Assembleia concluiu nesta madrugada a análise dos projetos do Executivo que propõem a extinção de órgãos públicos. Foram aprovados o fim da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). Horas antes, na mesma sessão, os deputados haviam aceito a extinção da Companhia Rio-Grande de Artes Gráficas (Corag).

Além de SPH, Fepps e Corag, terão fim a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), transformada em escritório de projetos, e as fundações Zoobotânica, Cientec, de Economia e Estatística, Metroplan, Piratini (TVE e FM Cultura), FDRH, Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore e Fepagro. No total, cerca de 1,2 mil pessoas serão demitidas com a aprovação dos projetos.

Ao contrário das sessões anteriores, a desta quarta-feira não se estendeu tanto. Por volta das 2h30min da madrugada de quinta, após a votação da extinção da SPH, foi feito um acordo entre a base do governo e os oposicionistas para que os discursos fossem suprimidos e o projeto da Fepps fosse votado mais rapidamente. A oposição acreditava ter número suficiente de votos para barrar a proposta. O deputado Ciro Simoni (PDT), ex-secretário da Saúde, garante ter feito um acordo com Aloísio Classmann (PTB) para que a bancada petebista oferecesse três votos contra o projeto. Quando o painel foi aberto, parlamentares da oposição, alguns que até empunhavam celulares filmando o desfecho, que seria favorável a eles, foram surpreendidos. Em vez de três votos contra a extinção, o PTB teve três a favor: de Luís Augusto Lara, Maurício Dziedricki e Marcelo Moraes. Emocionado, Ciro foi consolado pelos colegas no plenário.

— Tenho uma vida de luta por essa causa. É muito triste. Acreditei no deputado Classmann, que me garantiu três votos do PTB — disse, ao deixar a Assembleia.

Para a sessão desta quinta-feira, temendo não ter o número suficiente de votos para aprovar as PECs (são necessários 33 votos), o governo pretende priorizar a votação de pautas menos polêmicas. Durante a tarde, governo e oposição começaram a ensaiar um acordo em torno da votação do pacote. As bancadas oposicionistas prometem parar de atrasar a apreciação das medidas caso o Piratini retire de pauta o projeto que altera a jornada de trabalho dos servidores da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe).

Gaucha

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