Os revezes climáticos no Rio Grande do Sul, como a seca recente do último verão, não afetam apenas as culturas da estação em que acontecem. Multiplicam efeitos ao longo do ano e vão impactar sobre as culturas de inverno. O diretor e coordenador da Comissão do Trigo e Culturas de Inverno da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, projeta uma redução de área em geral das culturas de inverno, salvo o plantio da canola, que deve se manter numa faixa de crescimento dentro do normal. No caso do trigo, o dirigente estima um recuo significativo.
Ele também aponta a descapitalização dos produtores rurais (em consequência das perdas na soja principalmente) como um dos fatores preponderantes para essa retração, junto com o endividamento do agricultor.
De acordo com os dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, em dezembro do ano passado, em 2024 o Rio Grande do Sul produziu 3,75 milhões de toneladas de trigo, semeados em 1,322 milhão de hectares, com produtividade de 2,839 quilos por hectare.
Mesmo com perspectiva de expansão de área, a canola também não vai escapar dos efeitos da estiagem do verão no Rio Grande do Sul.
Baseado em informações dos agricultores, cooperativas e cerealistas, ele estima um avanço de 20% de área. “É um percentual normal. Mas esperávamos mais”, admite.
No ano passado os gaúchos foram responsáveis por 179 mil hectares do cultivo da oleaginosa, o que representou 96,11% da área plantada no país.
Fonte: Correio do Povo (reportagem completa está disponível no site do veículo de comunicação)
Foto: Joseani Mesquita Antunes/Embrapa/Divulgação/CP
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