Área do trigo no Rio Grande do Sul pode cair 18%

Os revezes climáticos no Rio Grande do Sul, como a seca recente do último verão, não afetam apenas as culturas da estação em que acontecem. Multiplicam efeitos ao longo do ano e vão impactar sobre as culturas de inverno. O diretor e coordenador da Comissão do Trigo e Culturas de Inverno da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, projeta uma redução de área em geral das culturas de inverno, salvo o plantio da canola, que deve se manter numa faixa de crescimento dentro do normal. No caso do trigo, o dirigente estima um recuo significativo.

Ele também aponta a descapitalização dos produtores rurais (em consequência das perdas na soja principalmente) como um dos fatores preponderantes para essa retração, junto com o endividamento do agricultor.

De acordo com os dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, em dezembro do ano passado, em 2024 o Rio Grande do Sul produziu 3,75 milhões de toneladas de trigo, semeados em 1,322 milhão de hectares, com produtividade de 2,839 quilos por hectare.

Canola cresce, mas menos que a estimativa inicial

Mesmo com perspectiva de expansão de área, a canola também não vai escapar dos efeitos da estiagem do verão no Rio Grande do Sul.

Baseado em informações dos agricultores, cooperativas e cerealistas, ele estima um avanço de 20% de área. “É um percentual normal. Mas esperávamos mais”, admite.

No ano passado os gaúchos foram responsáveis por 179 mil hectares do cultivo da oleaginosa, o que representou 96,11% da área plantada no país.

Fonte: Correio do Povo (reportagem completa está disponível no site do veículo de comunicação)

 Foto: Joseani Mesquita Antunes/Embrapa/Divulgação/CP

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