Assembleia levará ao governador protocolo da Fecomércio para reabrir atividades comerciais

Apresentado em videoconferência do Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico, na tarde desta segunda-feira (6), o protocolo de funcionamento dos estabelecimentos comerciais elaborado pela Fecomércio RS será encaminhado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP), ao governador Eduardo Leite (PSDB).

O objetivo do documento da entidade é orientar empresários do setor de comércio, serviços e turismo sobre formas de evitar o contágio do coronavírus dentro dos estabelecimentos, com destaque para a intensificação do uso de máscaras, e servir de base para que Leite reavalie a política de fechamento das atividades comerciais no Rio Grande do Sul, por meio de uma retomada gradativa.

No material, os empresários são esclarecidos sobre o vírus e suas consequências no organismo dos infectados e no sistema de saúde. Também são sugeridas medidas de prevenção destinadas aos trabalhadores e ao público dentro dos estabelecimentos. “Esperamos retomar as atividades o mais breve possível, dentro do protocolo de segurança que está sendo apresentado, mas quem vai decidir são as autoridades de saúde”, comentou o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, na quarta reunião do Fórum.

O presidente da Assembleia comentou que a proposta da Fecomércio, com protocolos a serem cumpridos e recomendação para o uso de máscaras, traça um caminho a ser seguido para contribuir à retomada gradual dos serviços, com os devidos cuidados com a saúde da população. Segundo ele, há distorções, especialmente nas pequenas cidades, onde a mobilidade se dá de forma diferente: a pé, de bicicleta, de carro. “Vamos levar ao governo do Estado este protocolo técnico elaborado pela Fecomércio, que estabelece regras e critérios de saúde para que possamos avançar na busca do retorno gradual de áreas do comércio e serviços, respeitando as recomendações sanitárias. Também levaremos adiante as manifestações dos colegas deputados no sentido de aumentar a transparência na divulgação das bases técnicas e na ampliação do comitê de crise”, informou.

Polo finalizou dizendo que o Parlamento seguirá cumprindo com a missão de ouvir o sentimento da sociedade, preocupado com a cadeia alimentar e com a avaliação imediata dos protocolos para a retomada dos setores produtivos, do comércio, serviços e indústria, observando os cuidados com a saúde da população. “O desemprego afeta o bem-estar da população, provoca fome e aumenta a criminalidade, fatores que colocam em risco a vida das pessoas”, analisou Ernani Polo.

A presidente da Federasul, Simone Leite contou que vem recebendo relatos desesperadores de empresários de todo o Estado: “Muitos estão doando arroz para pessoas que não têm o que comer já. Vemos os grandes supermercados vendendo de tudo, com as pessoas consumindo, porém como é que ficam os pequenos empreendedores? Os presos estão sendo soltos. Daqui a 30 dias o Estado não terá dinheiro para pagar o parcelamento dos seus servidores”, alertou. Segundo ela, há relatos de ambulantes atuando em praças de Pelotas enquanto o comércio local está impedido de abrir as portas.

Protocolo

No guia formulado pela Fecomércio, está uma série de medidas, como por exemplo flexibilizar local e escala de trabalho para reduzir uso de transporte coletivo nos horários de pico, avaliar a criação de novos turnos para reduzir contato social na empresa e de home-office em dias alternados por equipes, reduzir reuniões presenciais e viagens, estimular reuniões virtuais, restringir o acesso ao público externo, estabelecer diferentes turnos de refeição e tornar mais rigorosa a limpeza e desinfecção frequente de superfícies de equipamentos e mobiliário. Nos estabelecimentos pequenos, uma alternativa sugerida é manter apenas uma entrada para os clientes, controlada por um funcionário com máscara, individualizando o atendimento. Com fila externa, respeitar distância de dois metros entre as pessoas. Para os estabelecimentos comerciais maiores, uma alternativa é estabelecer jornada reduzida de atendimento ao público, entrada regulada de pessoas ao interior, colocação de sinalização no chão informando a distância mínima entre clientes, avisos sonoros (informando as recomendações durante a pandemia, importância de manter o distanciamento no interior do estabelecimento), barreiras físicas entre funcionário e cliente.

Fonte: Maicon Bock/Assembleia Legislativa do RS

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