Boldrini recorre de decisão do STJ que manteve júri no Caso Bernardo

A defesa do médico Leandro Boldrini ingressou com Agravo Regimental no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir a realização de julgamento pelo Tribunal do Júri dos réus do processo que apura responsabilidades pela morte do menino Bernardo Boldrini, 11 anos. O crime completou três anos no último dia 4 de abril, quando o corpo da criança foi encontrado numa cova, no interior de Frederico Westphalen.

O recurso foi movido contra a decisão de 31 de março da presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, que não conheceu o Agravo em Recurso Especial movido pelo pai de Bernardo. Na prática, segue mantido o julgamento pelos jurados, mas ainda é preciso esgotar todas as possibilidades de recursos para que a data seja marcada.

O advogado Ezequiel Vetoretti tenta desclassificar o crime de doloso (quando há intenção de matar) para culposo (quando não há intenção) e afastar as qualificadoras (motivo torpe, em função da herança de Bernardo, motivo fútil, porque o menino era considerado um "um estorvo" para o casal, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima). Um recurso extraordinário que será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal já está pronto em caso de mais uma negativa do STJ.

O pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz estão presos.

GAÚCHA

voltar
© Copyright 2019