Calendário de recuperação da greve sai após abono do ponto, diz Cpers

Cpers/Sindicato garante que só irá orientar as escolas a elaborarem o calendário de recuperação dos dias perdidos em razão da greve da categoria após a confirmação de que o ponto dos grevistas será abonado. A direção da entidade foi recebida para nova rodada de negociação com o secretário da Educação, Vieira da Cunha, na tarde desta segunda-feira (25).

A presidente do sindicato, Helenir Shurer, destaca que a categoria aguarda a resposta da pasta para conversar com a direção das instituições.

"Não teremos problema nenhum em orientar a categoria a formular seus calendários, mas ficará condicionado ao governo pagar o que for descontado. Depois começaremos a recuperação", destacou.

Pelo Twitter, Sartori confirma salários de setembro em dia

Já o secretário da Educação disse que irá  levar a proposta novamente ao governador José Ivo Sartori ainda hoje. Ele prometeu dar uma resposta sobre a possibilidade de rodar uma folha complementar aos professores em 24 horas. A que será paga no dia 30 já está com os descontos.

"Agora eu vou ao governador para ver se é possível aceitar a proposta nesses termos, ou seja, o pagamento dos dias parados, com a garnatia da efetiva recuperação. Nossa grande preocupação é que os dias letivos sejam efetivamente cumpridos", explica. 

O secretário ainda admite que algumas instituições entrarão janeiro com aulas para atender às determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que prevê que o calendário escolar tenha 200 dias letivos e 800 horas/aula. 

Durante a manhã, o secretário se reuniu com o Sartori para tratar sobre o tema e afirmou que a compensação dos dias parados será condição para o governo realizar o pagamento de salário dos grevistas na totalidade. Das 18.148 matrículas que tiveram corte de ponto em razão da greve, 97,5% correspondem a professores.  

Segundo levantamento da Rádio Gaúcha, os alunos de escolas em greve tiveram 14 dias parados e outros 15 com turnos reduzidos. Além disso, nos dias 15 e 22, alguns colégios também tiveram prejuízos em razão de paralisação de professores para acompanhar as votações na Assembleia Legislativa.

Nesta terça, a categoria também está convocando paralisação dos serviços, para pressionar deputados contra a aprovação de projetos previstos para serem analisados: entre eles, a proposta que diminui o teto das RPVs, dos atuais 40 salários mínimos, para sete.

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