Campanha de vacinação contra gripe acaba amanhã

O Rio Grande do Sul não conseguiu completar a meta do Ministério da Saúde, que preconiza que 80% do público-alvo seja imunizado durante a campanha de vacinação contra a gripe, que se encerra amanhã. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou, até terça-feira, a aplicação de mais de 1,8 milhão de doses em integrantes dos grupos prioritários e doenças crônicas, número que representa 57% da cobertura vacinal.



De acordo com o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, o número, apesar de menor do que o esperado pelo ministério, atingiu as expectativas. "Muitas cidades não possuem registros da vacinação, então não temos todas as informações no sistema", comenta. Em 2014, o período oficial de vacinação resultou na aplicação de doses em 56% do público-alvo. A meta de 80% só foi alcançada depois da prorrogação da campanha.



O secretário acredita que, devido às altas temperaturas registradas nesta semana, as pessoas tenham perdido o foco da vacinação. "É normal que a procura caia quando esquenta, mas é importante que o público siga buscando a proteção. A vacina leva de duas a três semanas para fazer efeito. Assim, quando esfriar, as pessoas já estarão protegidas", alerta.



O grupo de mulheres em situação de pós-parto registra a maior cobertura vacinal (70,1%), seguido pelos idosos (64%). Os doentes crônicos são os que menos receberam a vacina, bem como crianças e gestantes, que também registraram menor procura. Para o secretário, a demanda mais alta entre os idosos é comum. "A gripe em pessoas mais velhas pode causar mais complicações devido a possíveis patologias já existentes. A tendência é que eles procurem se proteger", explica Gabbardo.



Mesmo com uma adesão não tão alta, o Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional de vacinação, seguido pelos estados do Paraná e Santa Catarina. "Isso nunca tinha acontecido", comemora o secretário. No Estado, a campanha começou no dia 27 de abril, uma semana antes do calendário nacional, e termina nesta sexta-feira. Para Gabbardo, a prorrogação da campanha é provável.



A vacina da gripe pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações e em até 75% a mortalidade global. De acordo com a SES, em 2014, o Estado registrou 20 óbitos pela doença. O número é inferior aos dados de 2013, ano que contabilizou 74 mortes.

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