O número de casos de toxoplasmose chegou a 703 em Santa Maria, conforme o último boletim divulgado pela prefeitura da cidade na sexta-feira (24).
Os números do surto começaram a ser contabilizados pelas autoridades no dia 16 de abril, e totalizam 1.850 notificações. Desses, 1.660 foram considerados suspeitos, entre os quais 590 foram descartados, e 367 estão sendo investigados.
O boletim confirmou por meio dos exames mais dois casos de gestantes, totalizando 74. Já os números de abortos (4) e mortes fetais (3) ficaram inalterados.
Entre os casos que ainda estão sendo investigados, 80 são de gestantes, e um é de aborto.
A investigação acerca da causa da contaminação ainda não foi concluída,mas o Ministério da Saúde confirma que a água é a fonte de propagação. No entanto, ainda não se ter certeza sobre a presença do protozoário na rede de abastecimento, em algum poço ou em alimentos contaminados.
Por enquanto a orientação é de ferver a água, ou consumir água mineral, além de lavar frutas e verduras, cozinhar bem as carnes e vegetais.
A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos (onde o parasita se desenvolve) provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplacentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.
Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:
A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:
Toxoplasmose – ciclo da doença (Foto: Arte/G1)