Cidades do interior do RS conseguem imunizar 100% dos grupos prioritários com primeira remessa da vacina

Profissionais de saúde estão entre os grupos prioritários para o início da vacinação no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

As 341,8 mil doses da CoronaVac destinadas ao Rio Grande do Sul na primeira remessa do Ministério da Saúde não serão suficientes para imunizar a totalidade dos grupos prioritários, já que a Secretaria Estadual da Saúde estima em mais de 4,4 milhões o total da população mais vulnerável à Covid-19. No entanto, algumas cidades preveem conseguir aplicar a vacina em todas as populações priorizadas nesta etapa inicial.

São os casos de alguns municípios do Vale do Rio Pardo e do Vale do Taquari, por exemplo. Em Lajeado, foram distribuídas 1.248 doses. Porém, a cidade tem 1.029 pessoas priorizadas: 495 profissionais da saúde, 120 indígenas, 405 idosos e funcionários de instituições de longa permanência e nove pessoas com deficiência institucionalizadas.

Logo, as 219 doses que sobrarem serão aplicadas em profissionais da área da saúde que não atuam diretamente no combate à pandemia.

Já Rio Pardo recebeu 500 doses. Contudo, por não terem indígenas em aldeias, poderá aplicar as doses em todos os 241 idosos e trabalhadores de casas geriátricas e 259 profissionais da linha de frente, como funcionários do Samu, do Hospital Regional do Vale do Rio Pardo, dos laboratórios que trabalham na coleta de exames e farmacêuticos.

Na região da 27ª coordenadoria em saúde foram destinadas 2.720 doses. Só Cachoeira do Sul, que é referência a outros 11 municípios, serão 1.348 doses. Como também não tem indígenas em aldeias, conseguirá imunizar 875 pessoas do grupo prioritário e, com as demais 473 vacinas, os profissionais da saúde que não tenham envolvimento direto com a Covid-19.

Algo parecido está previsto para Arroio do Tigre, Cerro Branco, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Novo Cabrais e Segredo, que não têm indígenas ou idosos em instituições de longa permanência, e irão destinar as doses a pessoas que trabalhem em unidades de saúde ou centros de triagem para a Covid-19.

Profissionais de saúde estão entre os grupos prioritários para o início da vacinação no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

Profissionais de saúde estão entre os grupos prioritários para o início da vacinação no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

O número final pode ser ainda maior, mas, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, sete das 18 coordenadorias regionais ainda não atualizaram os dados. Veja como foi o dia de vacinação em outras regiões:

Litoral Norte

 

Capão da Canoa recebeu 560 doses da vacina contra a Covid-19. A primeira pessoa vacinada foi a enfermeira Lilian Berger de Oliveira, de 31 anos.

Em Torres, o ato simbólico do início da vacinação aconteceu pela manhã. As três primeiras pessoas vacinadas no município pertencem à linha de frente da saúde no combate à Covid-19. A vacinação segue com a aplicação nos locais de trabalho.

Já a vacinação dos idosos que vivem em asilos deve começar semana que vem, porque muitos estão em quarentena. Segundo a vigilância epidemiológica de Torres, os idosos acabaram de tomar vacina para outra doença.

Em Osório, a vacinação começou na terça (19). A primeira pessoa vacinada foi uma técnica de enfermagem que trabalha há 14 anos em um hospital da cidade. A cidade recebeu 560 doses.

Em Tramandaí, só houve a vacinação simbólica de seis profissionais de saúde. As vacinas já chegaram ao município e a aplicação deve começar nos próximos dias com a imunização de profissionais da saúde e idosos em lares geriátricos.

Região Metropolitana

 

Em Porto Alegre, 2.391 pessoas receberam a primeira dose da vacina até o momento. Todos são idosos e profissionais da área da saúde.

“A gente imaginava que ia demorar. Todo dia a gente perde muitos familiares, entes queridos. Mas, graças a Deus, veio”, comemora o enfermeiro Robson Jandrey.

Ele e a colega Simone Vaz, que atuam na UTI Covid do Hospital Universitário de Canoas, receberam a primeira dose da CoronaVac, nesta quarta (20).

“É um momento importante para a saúde, para todos nós, no mundo inteiro, inclusive na área da saúde. A gente consegue ter uma esperança de dias melhores”, celebra Simone.

A previsão da prefeitura era vacinar cerca de 6 mil pessoas na primeira fase, mas a cidade só recebeu 2,5 mil doses. A expectativa agora é pelo envio de novas doses por parte do Ministério da Saúde. Enquanto elas não chegam, o prefeito Jairo Jorge vai concentrar esforços na testagem, uma estratégia para ajudar a diminuir a circulação do coronavírus.

“É o primeiro passo e uma vitória da ciência e do conhecimento. São 548 canoenses que perderam a vida, por isso temos que ter uma resposta. É preciso urgência. Vamos trabalhar em parceria com os governos estadual e federal. Recebemos 200 mil testes PCR para o rastreamento dos contatos. Acho que esse teste, rastreamento e vacinação são um passo para a agente vencer a pandemia”, diz o prefeito.

Em Novo Hamburgo, foi a vez dos profissionais dos centros de triagem e atendimento à Covid-19 nas redes pública e privada, além dos idosos em asilos. Para isso, recebeu 1.982 doses.

Em São Leopoldo, com 1.422 doses, a vacinação foi feita em moradores do Lar São Francisco e nos indígenas kaingangues, em uma aldeia que já registrou casos da doença.

Em Gravataí, a situação é semelhante. O município começou a vacinar o grupo prioritário, que tem 2,5 mil pessoas, mas a cidade recebeu apenas 1.474 doses.

Em Cachoeirinha, das 748 doses, cinco já receberam na terça. Nesta primeira fase, as doses recebidas serão aplicadas pela equipe de vacinação diretamente nos lares permanentes e nas unidades de saúde que estão trabalhando na linha de frente de combate à pandemia.

Na campanha de vacinação da Covid-19 será utilizado um aplicativo do SUS, no qual serão cadastrados os vacinados e feito o acompanhamento do processo de imunização.

G1 RS

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