Com 20 mortos em estradas gaúchas no Ano Novo, PRF alerta para riscos de cansaço em viagens longas

O ano começou com violência no trânsito gaúcho. Conforme balanço oficial do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) nesta terça-feira (2), 19 pessoas morreram em acidentes ocorridos entre a sexta-feira (30) e a segunda-feira (1). O levantamento da Operação Viagem Segura, realizada por parceria entre órgãos de trânsito, apontou que o fim de semana foi mais violento do que o Natal, quando 13 pessoas morreram em acidentes.

Os dados, no entanto, não contabilizam a morte de duas vítimas que foram levadas com vida a hospitais, o que elevaria o número para 21. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), isso acontece porque estatisticamente são contabilizadas apenas mortes ocorridas nas estradas.

Em relação aos dados oficiais da operação, entre as 19 mortes contabilizadas , 12 doze ocorreram em estradas federais e sete, nas estaduais. As duas mortes que não entraram no balanço oficial ocorreram na BR-386, em Sarandi, no sábado (31).

 

Excesso de velocidade e cansaço

 

Conforme a PRF, chamou atenção o fato de que a maior parte dos acidentes fatais nas rodovias federais ocorreram em estradas pouco movimentadas, e em horários sem trânsito elevado, segundo informa o chefe de comunicação social do órgão, Alessandro Castro.

De acordo com ele, outros fatores podem ter favorecido a elevação dos números, como explica Castro. "Foram colisões frontais ou saídas de pista, ou seja, os veículos perderam o controle e invadiram a pista contrária. Certamente por sono, excesso de velocidade e imprudência dos motoristas", afirma.

Pelo menos dois acidentes ocorreram em deslocamentos de grandes distâncias, o que corrobora com a análise feita por Castro. Um dos casos é o de uma família egípcia que percorreria cerca de 400 km entre Porto Alegre, de onde saiu no domingo (30), até Bagé, o destino final. O carro saiu da pista, matando os quatro ocupantes.

"O motorista tem que ter ciência de que deve estar descansado, atento, não forçar ultrapassagem, revisar o carro", aconselha Alessandro. "Sentiu que cansou ao longo da viagem, para no posto, descansa, toma um café, mas não viaja cansado. O cansaço é mais forte do que qualquer motorista, seja ele profissional ou amador, seja de noite ou de dia", completa.

O ideal, segundo Alessandro, é fazer paradas de 30 minutos a cada duas horas de viagem quando for necessário percorrer distâncias mais longas.

 

 

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