Com gol de Pepê, Grêmio vence o Inter no Beira-Rio e chega a 10 Gre-Nais de invencibilidade

No segundo Gre-Nal da história pela Libertadores, prevaleceu o momento de quem está invicto já há mais de dois anos. O Grêmio não só venceu, como vem vencendo o Inter clássico após clássico. Nesta quarta-feira, o Tricolor bateu o Colorado por 1 a 0 no Beira-Rio, pela 4ª rodada do Grupo E da competição continental e chegou ao 10º confronto de invencibilidade sobre o maior rival.

Pepê marcou o gol da vitória, o primeiro da história em um Gre-Nal de Libertadores.

No segundo Gre-Nal da história pela Libertadores, prevaleceu o momento de quem está invicto já há mais de dois anos. O Grêmio não só venceu, como vem vencendo o Inter clássico após clássico. Nesta quarta-feira, o Tricolor bateu o Colorado por 1 a 0 no Beira-Rio, pela 4ª rodada do Grupo E da competição continental e chegou ao 10º confronto de invencibilidade sobre o maior rival.

Pepê marcou o gol da vitória, o primeiro da história em um Gre-Nal de Libertadores.Primeiro tempo

O primeiro tempo de um clássico com contornos históricos pela Libertadores merece poucas linhas. Foram muitas divididas e quase nada de lances de perigo. Mas que fique registrado nos autos dos mais de 110 anos da rivalidade Gre-Nal que o Grêmio foi superior.

O Tricolor entrou com postura agressiva e soube explorar os erros de uma formação emergencial no Inter. A equipe de Renato Portaluppi usou do veneno de Eduardo Coudet: pressionou a saída de bola colorada e forçou ligações diretas que não encontraram um destino no ataque. Chances, mesmo… Nenhuma. O Grêmio ameaçou em duas finalizações com Alisson e Orejuela. O Inter reclamou de pênalti de Rodrigues em Thiago Galhardo. E só.

Segundo tempo

Piorar era difícil, eu sei. Mas o segundo tempo foi muito melhor que o primeiro. O Inter voltou do intervalo com postura agressiva e criou a primeira grande chance do clássico aos 12. Boschilia cruzou na cabeça de Thiago Galhardo. E o artilheiro obrigou Vanderlei a fazer grande defesa. Mas a superioridade colorada foi efêmera. Não passou de um respiro.

O Tricolor se encontrou em campo e passou a criar chances. Aos 22, Diego acionou Pepê, que tentou encobrir Lomba, mas mandou para fora. Aos 27, foi a vez de Alisson aparecer livre pela direita e finalizar com perigo. O gol parecia questão de tempo. E foi. Aos 27, Pepê dominou na entrada da área e finalizou no canto esquerdo, sem chances para o goleiro rival. O Inter pressionou, pressionou, pressionou. Mas não evitou mais uma derrota no Gre-Nal.

Para arrumar/bagunçar a casa

O Grêmio chegou ao Gre-Nal pressionado, com direito a protesto na Arena após a derrota para a Universidad Católica, na semana passada. Sobrava até para o técnico Renato Portaluppi. Mas tudo isso faz parte do passado. A vitória dissipa todas as cobranças e as joga para o lado do maior rival. Após duas derrotas seguidas no Brasileirão, o Inter perdeu a liderança e vê Eduardo Coudet como alvo de contestações pelo quinto clássico seguido sem vencer.

Pepê histórico

Recuperado de lesão muscular, Pepê voltou ao time titular do Grêmio para fazer nada menos do que entrar para a história. Herói da vitória, o atacante gremista marcou o primeiro – e único – gol em um Gre-Nal de Libertadores. A primeira vitória, claro, é gremista.

  • 10 clássicos de invencibilidade gremista

    Além de fazer história na Libertadores, o Grêmio chega ao seu 10º clássico seguido de invencibilidade e ao sexto sem sofrer um gol sequer. Só em 2020, são quatro vitórias e um empate em cinco Gre-Nais – sem gols sofridos.

    A série é a maior desde um período entre 1999 e 2002, quando o Tricolor ficou 13 clássicos sem perder, com oito vitórias e cinco empates.

  • Jejum colorado

    Além de digerir mais uma derrota para o maior rival, o Inter amarga uma longa seca em clássicos. O Colorado chegou a seis Gre-Nais sem marcar e ultrapassou a barreira dos 600 minutos sem um gol no maior rival – são 609.

    O Inter não vence o clássico desde 9 de setembro de 2018 – há mais de dois anos.

    500 jogos de D’Ale

    D’Alessandro deixou o campo sem motivos para sorrir. Mas o gringo alcançou uma marca histórica nesta quarta-feira. Ele fez seu jogo de número 500 com a camisa do Inter. Em campo, ele entrou com o Grêmio já em vantagem e até tentou. Fez duas finalizações, mas não conseguiu mudar a histórica do jogo.

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