Com Lava Jato em mãos, presidente do Supremo consulta ministros

Em meio ao recesso do Judiciário, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, passou a segunda-feira (23) em seu gabinete, e fez contatos por telefone com ministros da Corte. Após a morte de Teori Zavascki, caberá à ela definir como será escolhido o novo relator dos processos da Operação Lava Jato. Cármen Lúcia também aproveitou o primeiro dia da semana para conversar com assessores de Teori.

O regimento interno do STF não define prazo para a definição. Até agora, a presidente não deu pistas de como conduzirá a escolha do novo responsável pela Lava-Jato. O sorteio poderia ser entre os integrantes da Segunda Turma do STF, à qual pertencia Teori, ou com a participação de todos os ministros da Corte, com exceção da presidente, que não pode assumir o trabalho. A Segunda Turma é formada por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffolli e Celso de Mello.

Também há dúvidas sobre a homologação das delações de 77 executivos da construtora Odebrecht. Cármen Lúcia poderia puxar para si a responsabilidade de ratificar ou não o acordo. A tendência, no entanto, é de que ela deixe a decisão para o futuro relator, segundo pessoas próximas à ministra.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro Marco Aurélio Mello, o segundo mais antigo da Corte, opinou que a escolha do novo relator deverá ser rápida. "Um procedimento criminal não pode ficar suspenso, sob pena de prejuízo, de militar a favor de possíveis envolvidos", disse. Para ele, o sorteio será somente entre os integrantes da Segunda Turma.

 

Marco Aurélio também afirmou que, pelo perfil de Cármen Lúcia, ela deve deixar para o futuro relator a tarefa de analisar as delações da Odebrecht.

GAÚCHA

 
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