Cooperativas registram faturamento de R$ 43 bilhões em 2017 no Rio Grande do Sul

As 426 cooperativas do Rio Grande do Sul somaram em 2017 um faturamento de R$ 43 bilhões, segundo dados do Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), apresentados na tarde desta quarta-feira (4) na Federação de Entidades Empresariais do estado (Federasul), em Porto Alegre. O número representa um crescimento de 4,3% na comparação com o ano anterior.

A quantidade de empregos também teve crescimento, aponta a Ocergs. No ano passado, 61,8 mil estavam trabalhando nas cooperativas do estado, quase 3 mil pessoas a mais do que em 2016. Com relação ao lucro, as cooperativas faturaram R$ 1,8 bilhão em 2017. Os dados contrastam com a crise econômica que vem afetando o país.

O presidente da Ocergs, Vergilio Perius, destaca que o dinheiro que entra volta para os associados, seja em novos investimentos ou direto para o bolso. "Cooperativa é sempre a força dos fracos. Nós, sozinhos, somos fracos", afirma.

Um exemplo é a Cooperativa Regional de Distribuição de Energia do Litoral Norte (Coopernorte), que distribui energia elétrica, mas está ampliando os serviços para fornecer também conexão com a internet. Assim, quem vive na área rural de Águas Claras, distrito de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, poderá acessar a rede mundial de computadores.

Até o mês que vem, as primeiras casas já devem contar com a conexão. "O filho do homem do campo vai poder estudar, fazer uma faculdade EAD (educação a distância). Através da internet, ele vai ficar em casa, ajudando a família, e também gerando renda dentro da propriedade rural", afirma o presidente da cooperativa, Jairton Vieira.

A Cooperativa Tritícola Santa Rosa (Cotrirosa), de Santa Rosa, no Noroeste do estado, começou no agronegócio, e hoje atua também com supermercados e postos de gasolina. São atendidas 16 cidades da região.

"O mais importante que nós conseguimos foi avançar mesmo diante dos anos difíceis. Nós sabemos o quanto foi turbulento na questão política, a nível de país, estado e região. E nós, como cooperativa, diante de colheitas satisfatórias, com preços razoáveis, nós demos, talvez, o maior salto de crescimento", afirma o presidente da Cotrirosa, Eduino Wilkomm.

G1 RS

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