D’Ale explica saída do Inter: “Tem coisas que me doeram, incomodaram”

A ideia era falar sobre o Lance de Craque. Mas a entrevista coletiva de D'Alessandro, nesta terça-feira, tratou única e exclusivamente do Inter. O meia confirmou seu retorno ao clube para a temporada 2017, com a disputa da Série B do Brasileirão, e falou também sobre o rebaixamento colorado. Sem citar nomes, D'Ale destacou os problemas do vestiário do Beira-Rio em 2015, seu último ano com a camisa vermelha.

— Ninguém sai por acaso de um clube. O River Plate se atravessou no meu caminho no momento certo. De repente, os resultados encobriram coisas que aconteceram em 2015: chegar em uma semifinal de Libertadores e brigar até o fim no Brasileirão, por exemplo. O resultado sempre encobre as coisas. Não foi só por isso (pelo River Plate) que decidi sair. Eu sou muito respeitoso, as coisas que acontecem no vestiário ficam lá. Blindo sempre o vestiário e sigo com o mesmo trabalho. Mas tem coisas que me doeram, incomodaram, e isso fez com que eu olhasse para o outro lado, para dar um tempinho em Porto Alegre — afirmou.

Questionado sobre o que viu como problema no Inter ao longo do ano que derrubou o clube à Série B, D'Alessandro voltou a citar problemas no comando do clube.

— Não tem como saber que algo pode acontecer. Nunca, no meu pensamento, achei que ia chegar a este nível. Não posso falar muito porque não trabalhei no grupo, seria uma falta de respeito aos colegas. Mas trabalhei em 2015, e a gente percebe quando a coisa está desorganizada e pode piorar.

O camisa 10 falou também sobre o seu reencontro com a torcida colorada, que foi recebê-lo no aeroporto Salgado Filho nesta terça, e disse que sabe da responsabilidade que terá pela frente ao longo do ano.

— O torcedor não foi feliz neste último ano. Temos que procurar coisas para que o clube melhore, consiga se reerguer e ocupe o lugar que merece, para que a torcida esteja feliz e cumpra o papel que cumpriu o ano todo, de lotar o Beira-Rio quando o clube precisou. Me lembrou quando cheguei, em 2008. Me sinto com muito mais responsabilidade, em um momento diferente. Herói, eu aprendi, todo herói morre no final. Não existe salvador no futebol, trabalhar sozinho. Só tênis ou outro esporte. Futebol é conjunto, coletivo, um grupo com todos na mesma sintonia e pensamento, senão não dá certo. Diretoria, comissão técnica, atletas, empregados. Todos têm que estar juntos para um bom trabalho. Não existe isso de salvador. Volto para ajudar — completou D'Ale.

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