Décimo terceiro injetará R$ 13 bilhões na economia gaúcha, segundo Dieese

Os pagamentos do 13º salário a trabalhadores no Rio Grande do Sul vai injetar R$ 13 bilhões na economia do estado, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor é 4,3% maior do que no ano passado, e poderia ser ainda maior caso a situação do país fosse mais favorável.

"Se não fosse o fechamento de postos de trabalho nos últimos dois anos, mais de 3 mil postos no Rio Grande do Sul, esse volume a ser injetado seria muito maior", analisa a economista do Dieese Daniela Sandi.

O comércio sempre conta com o 13º pra incrementar as vendas, mas para muitos gaúchos, o dinheiro já tem outro destino. De acordo com a pesquisa, pelo menos 70% do valor será usado para pagar contas atrasadas e impostos de fim de ano.

Segundo dados do Serasa, 43% da população economicamente ativa no Rio Grande do Sul está inadimplente, o que equivale a mais de 2,4 milhões de pessoas no estado. A economista do Dieese afirma que o uso do 13º para pagar dívidas é mesmo a melhor opção.

"Primeiramente quitar os empréstimos e dívidas, ainda mais num país em que temos juros altíssimos, até para depois poder continuar consumindo", diz Daniela. "Então, primeiro quitar essas dívidas, pagar as contas e depois seguir para o consumo", aponta.

Uma boa oportunidade para colocar o orçamento pessoal em dia está no Feirão Zero Dívida promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, onde é possível consultar o cadastro e ver se o nome tá limpo na praça e renegociar dívidas antigas com condições mais favoráveis de pagamento.

De olho no 13º, tem lojas e bancos dispostos a negociar com o consumidor. O Feirão Zero Dívida vai até o dia 1 de dezembro, no Centro de Atendimento ao Consumidor da CDL, no Centro de Porto Alegre.

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