Desarticulada organização criminosa que atuava em Ijuí e três estados

A Polícia Civil de Ijuí desarticulou uma organização criminosa que atuava em três estados brasileiros. A operação, coordenada pelo delegado Gustavo Arais, aconteceu na manhã desta quarta-feira, 29. A quadrilha operava nos municípios de Ijuí (Rio Grande do Sul), Chapecó (Santa Catarina) e em Dourados (Mato Grosso do Sul). Com a operação, a Polícia Civil prendeu 11 integrantes da organização criminosa, sendo nove adultos e dois adolescentes.

Na operação de hoje pela manhã, foram cumpridas nove prisões preventivas, duas internações provisórias e seis mandados de busca e apreensão. Um adolescente, de 15 anos, foi o autor confesso dos disparos em um homicídio consumado, ocorrido neste ano no bairro Glória, em Ijuí. Ainda, tendo envolvimento em três homicídios ocorridos, neste ano, no bairro São Paulo e na Faixa Velha, também no município de Ijuí. Além de ter trazido cinco kg de maconha de Chapecó (SC) para Ijuí (RS).

Já o adolescente de 17 anos, organizava a logística do tráfico de drogas para a organização criminosa.  Ambos os adolescentes, auxiliavam nas autorias de outros homicídios ocorridos no município de Ijuí. Ocultavam e transportavam armas e munições. Prestavam as mais variadas informações, auxiliando de diversos modos tudo a mando do líder, com quem mantinham constantes conversas, como se comprovou nos procedimentos policiais da DRACO de Ijuí.

De acordo com a Polícia Civil, o líder da facção é um dos criminosos mais perigosos e violentos do Rio Grande do Sul. O qual foi alvo de inúmeras ações policiais, sendo transferido em 2016, para um presídio federal. Mas se encontra recolhido no presídio estadual de Dourados, no Mato Grosso do Sul, de onde comanda e chefia toda a sua organização criminosa.

“O mesmo possui envolvimento em dezenas de homicídios na região metropolitana do estado, na cidade de Canoas, onde é líder de uma facção criminosa. Ainda, o líder e seu ‘braço direito’ (seu sobrinho), possuem amplo envolvimento no sequestro de uma companheira de um dos líderes da facção criminosa rival, sendo ambos, jurados de morte. Tanto é que a ex-companheira do líder, foi assassinada em represália aos retrocitados atos”, disse o delegado Arais.

De acordo com as investigações, o líder e seu “braço direito”, se encontram em celas individuais, respectivamente em Dourados (MS) e Ijuí (RS), pois a “cabeça” de ambos vale R$ 500 mil reais, como “prêmio” oferecido pela facção rival, para que os matar.

 

Redação do Grupo Sepé com informações da Rádio Progresso de Ijuí

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