Dilma consegue apoio contra projetos que aumentam despesas

A coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (30) no Palácio da Alvorada foi fechada para a imprensa. Apenas o discurso inicial de Dilma Rousseff foi aberto. Em sua declaração, a presidente deu um recado aos governadores sobre a chamada "pauta bomba" do Congresso – aquela em que projetos que aumentam as despesas, como a correção do FGTS e o reajuste do judiciário, devem ser votados. Ela lembrou que isso não afeta apenas a União, mas também os estados.

Ainda na fala inicial, a presidente reforçou que desde agosto do ano passado o Brasil vem enfrentando problemas e citou alguns, como a queda nos preços da commodities, a desvalorização do real e também a seca nas regiões Nordeste e Sudeste. No entanto, em tom otimista, ela afirmou que o País vai voltar a crescer com todo o seu potencial, com preços mais baixos, emprego em alta, e saúde e educação com os investimentos necessários.

Quem participou da coletiva

Foram escalados o ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e um governador de cada região do país. Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, Flávio Dino (PCdoB) do Maranhão, Ricardo Coutinho (PSB) da Paraíba e Raimundo Colombo (PSD) de Santa Catarina. Todos reforçaram a questão da governabilidade, não apenas sob o ponto de vista politico, mas também econômico.

O governador catarinense Raimundo Colombo ainda falou sobre o apoio ao projeto de unificação do ICMS, reconhecendo que para os estados da Região Sul há uma perda com essa mudança. Mas reconheceu que a guerra fiscal é uma "coisa burra que produz resultados negativos". E que o pedido dos governadores é que se tenha um fundo garantidor para repor as perdas, mas que este esteja previsto por emenda constitucional, garantindo assim que pelo menos nessa fase transitória haja uma compensação.

Sartori

O governador José Ivo Sartori está desde ontem em Brasília. Ontem pela manhã, ele se reuniu com o ministro do planejamento Nelson Barbosa e apresentou a proposta de ampliação do plano de investimento em logística da União, no Rio Grande do Sul, incluindo rodovias estaduais e federais que tenham ligação com SC e também formar corredores até o Porto de Rio Grande.

 
 
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