Dunga prepara seleção bastante ofensiva para conquistar o torcedor em Fortaleza

Uma equipe bastante ofensiva. Assim será o Brasil nesta terça-feira, contra a Venezuela, em Fortaleza, na segunda rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. A agressividade se explica: a vitória na primeira partida em casa, e ainda por cima contra um dos adversários mais fracos da disputa, é obrigação. Nesse tipo de situação, atacar sempre é a melhor estratégia.



O técnico Dunga ainda não definiu se fará alterações no time que perdeu para o Chile na estreia por 2 a 0, na última quinta-feira, embora tenha testado Filipe Luís no lugar de Marcelo e Lucas Lima no de Oscar. Fez isso no treino de sábado e também no deste domingo, quando experimentou ainda Lucas no lugar de Willian.



Mas o treinador já deixou claro que vai exigir dos jogadores que pressionem o máximo possível a saída de bola do adversário e, com a posse de bola, ataquem bastante, com toques rápidos, inversões de jogo e subidas dos laterais.



Sufocar o adversário para tentar marcar o gol rapidamente terá duas vantagens: dar tranquilidade ao time em campo e à torcida na arquibancada. "Se a gente partir para cima desde o início, com certeza vamos chamar a torcida para o nosso lado", disse neste domingo o meia Willian.



Será preciso também ter eficiência nas conclusões. Contra o Chile o time pecou ao ter boas chances e acabou sendo derrotado, pois o adversário foi mais competente em aproveitar as que teve. "As oportunidades vão aparecer e a gente tem de estar preparado para colocar a bola para dentro", afirmou o jogador do Chelsea.



Willian também percebeu a necessidade de o Brasil ter mais ousadia ao atacar. "Precisamos entrar mais na área do adversário, e com mais gente. Assim vamos conseguir (fazer) mais gols. Temos de ser mais agressivos na hora de finalizar."



O meio-campista, entretanto, enfatizou que o mais importante é vencer, não marcar muitos gols. "A gente tem condições de fazer gol no começo do jogo. Mas também sabemos como o futebol é difícil, pois todas as equipes são bem treinadas. O importante é não desesperar. A gente tem 90 minutos para fazer o gol", disse o atleta, fiel à filosofia que reza que "1 a 0 é goleada". "1 a 0 é placar bom. São três pontos e o que a gente quer são os três pontos."



O jogador do Chelsea entende, porém, que a Venezuela não necessariamente vai ser um adversário fácil para a seleção brasileira. "Antigamente, quando o Brasil ia jogar com a Venezuela era goleada certa. Hoje está mais difícil. A gente sabe quanto foi difícil os 2 a 1 sobre eles na Copa América", comparou.

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