Ex-diretor da Petrobras diz que Lula pediu para destruir provas de propina

 

O ex-diretor da Petrobras Renato Duque acusou, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter recomendado que provas da propina recebida por membros do PT fora do Brasil no escândalo do Petrolão fossem destruídas. De acordo com informações do portal G1, ele afirma que se reuniu com Lula em 2012, 2013 e 2014. Em nota, a defesa do ex-presidente afirma que "restou aos acusadores de Lula apelar para a fabricação de depoimentos mentirosos". O comunicado ainda diz que "O que assistimos nos últimos dias foi mais uma etapa dessa desesperada gincana, nos tribunais e na mídia, em busca de uma prova contra Lula, prova que não existe na realidade e muito menos nos autos".

O ex-diretor da Petrobras Renato Duque está condenado a 28 anos e oito meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. A acusação é de que Duque recebeu propina de R$ 36 milhões. "A prática dos crimes de corrupção envolveu o recebimento de pelo menos R$ 36.346.200,00, US$ 956.045,00 e 765.802,00 euros à Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás (Consórcio Interpar, Consórcio CMMS, Consórcio Gasam e contrato do Gasoduto Pilar/Ipojuca)", detalha a sentença.

 

GAÚCHA

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