O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (11) pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Há sete políticos gaúchos na lista – o ministro Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, os deputados federais Marco Maia (PT), Maria do Rosário (PT), Onyx Lorenzoni (DEM) e Yeda Crusius (PSDB), e os ex-diretores-presidentes da Trensurb Humberto Kasper e Marco Arildo Prates da Cunha.
Ainda segundo O Estado de S. Paulo, os ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não aparecem na listagem por não possuírem foro privilegiado.
Outros nomes
Do primeiro escalão do governo, também serão investigados os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Helder Barbalho (Integração Nacional), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Blairo Maggi (Agricultura), Bruno Araújo (Cidades), Roberto Freire (Cultura) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio).
Os presidentes da Câmara e Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), respectivamente, também estão na relação de investigados. Além deles, aparecem os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Humberto Costa (PT-PE).
A abertura dos inquéritos trata da segunda lista de Janot, enviada em 14 de março ao STF, com pedidos para investigar autoridades com foro privilegiado. Foram encaminhados 320 pedidos – 83 aberturas de inquérito, 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, sete arquivamentos e 19 providências.
Contrapontos
O que diz o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS):
Por meio de sua assessoria de comunicação, o ministro afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso no momento.
O que diz o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS):
"Tenho absoluta tranquilidade dos meus procedimentos e vou em busca dos esclarecimentos. Se puder, vou abrir mão do meu foro privilegiado. Devo isso aos meus eleitores, que confiaram em mim. Se alguém me mostrar uma foto, uma conversa, uma ida com alguém da Odebrecht, eu renuncio ao meu mandato."
O que diz o deputado federal Marco Maia (PT-RS):
"São completamente mentirosas essas informações. Não há absolutamente relação minha de pedido de qualquer ilegalidade para ter qualquer benefício desta ou de qualquer outra empresa que tenha atuado no Rio Grande do Sul ou no país."
O que diz Humberto Kasper, ex-diretor-presidente da Trensurb:
Por mensagem via WhatsApp, afirmou que: "Não sei sobre o assunto, não sei do que se trata. Por isso, não tenho como me pronunciar".
GAÚCHA
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