Faltam 150 mil vagas na educação infantil no RS, aponta estudo do TCE

Um estudo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio Grande do Sul aponta que ainda falta criar mais de 150 mil novas vagas na educação infantil. Os dados, que correspondem à 2015, foram divulgados nesta terça-feira (6) e apresentam um radiografia do ensino infantil no estado, com comparação ao Plano Nacional de Educação (PNE).

Conforme o levantamento, são necessárias 89.849 novas vagas em creches e 66.642 novas vagas na pré-escola. Somando ambos, o número chega a 156.491 vagas.

No ano passado, o mesmo estudo analisou o período de 2014 e apontou que faltavam 172 mil vagas no ensino infantil gaúcho. Do total, 98 mil corresponde à necessidade de oferta em creches e 73 mil na pré-escola.

Atualmente, o Rio Grande do Sul está no 7º lugar no ranking de atendimento de matrículas na educação infantil no Brasil. Em 2015, o estado ocupava a 10ª posição na listagem nacional.

Das 497 cidades gaúchas, apenas 147 já atingiram a meta de atendimento de 50% das crianças de 0 a 3 anos. Em relação à faixa etária de 4 a 5 anos, 94 municípios alcançaram o que foi estabelecimento pelo PNE.

Municípios com maior déficit

Entre os municípios que mais precisam criar vagas em creches, para a população de 0 a 3 anos, Viamão, na Região Metropolitana, lidera a lista. Na cidade, faltam 5.813 vagas, seguido de Gravataí, com 5.442, e Alvorada, com 5.419.

Em todo o estado, apenas 29,64% dos municípios, ou seja, 147 cidades, a meta de atender ao menos 50% da população dessa faixa etária.

Já entre as cidades que mais precisam abrir vagas na pré-escola, para as crianças de 4 a 5 anos, Porto Alegre está no topo do ranking. Na capital gaúcha, faltam 7.920 vagas em escolas para atender a demanda. Gravataí e Alvorada surgem logo atrás, com déficit de 5.442 e 5.419, respectivamente.

O TCE diz ainda que apenas 94 dos municípios gaúchos (18,95%) atingiram a meta de atendimento da população dessa faixa etária

G1 RS

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