Governo do Rio Grande do Norte confirma 27 mortos em rebelião

O governo do Estado do Rio Grande do Norte confirmou, no fim da tarde deste domingo (15), que 27 detentos morreram na rebelião da Penitenciária de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal. Legistas do Ceará e da Paraíba foram chamados para ajudar na identificação dos corpos. As informações são do Portal G1. Ainda conforme o Portal, nove presos foram transferidos, com ferimentos graves, para o um Pronto-Socorro de Natal. Nenhum deles corre risco de morte. Nesta manhã, os secretários estaduais da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, e da Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra informaram ter identificado pelo menos seis detentos que comandaram o motim, e a participação de outros ainda está sendo apurada. Todos os apenados cujo envolvimento ficar provado responderão a processos criminais, podendo ser transferidos para presídios federais de segurança máxima. Apesar das mortes e dos danos materiais à penitenciária, o secretário da Justiça e da Cidadania classificou a operação de retomada do controle da unidade como um sucesso. 

"Durante a semana, sofremos críticas dizendo que quem mandava no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte não era o estado. Se o estado não tivesse total controle, outras unidades prisionais tinham se rebelado, como aconteceu em 2015. Por que eu digo que foi um sucesso? Porque conseguimos evitar um maior número de mortes. O pavilhão [rebelado] tem 200 presos. Se morreram dez ou 20 é ruim. Ninguém queria que isso acontecesse, mas podiam ter morrido os 200", disse Virgolino, destacando o fato de nenhum agente penitenciário ou policial militar ter sido ferido durante a rebelião.

Segundo o Jornal O Globo, apesar da informação de que a rebelião está controlada, repassada pelo Governo do RN, presos dos pavilhões quatro e cinco caminham livremente pelo telhado da Penitenciária. 

As mortes em Alcaçuz são mais um episódio da guerra entre facções criminosas que disputam o controle de atividades ilícitas, sobretudo do narcotráfico. De acordo com as autoridades potiguares, as rebeliões e as chacinas de presos registradas no Amazonas e em Roraima nos primeiros dias do ano “estimularam” os detentos do Rio Grande do Norte. Segundo Virgolino, em todas as unidades da federação do país, o clima no sistema prisional é de tensão. No decorrer da última semana, a Polícia Militar (PM) já tinha apreendido armas e celulares no interior da penitenciária.

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