Governo irá aumentar multas para caminhoneiro que trancar rodovias

O governo federal decidiu endurecer as medidas para caminhoneiros que trancarem rodovias pelo País. Na noite desta terça-feira (10), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a multa para quem interditar estradas irá aumentar de R$ 1.915 para R$ 5.746.

Já os organizadores das manifestações com bloqueios poderão ser multados em R$ 19.154.

Para alterar o valor da multa, o governo irá editar uma medida provisória que irá endurecer as penalidades aos caminhoneiros. Nesta terça, ao menos 14 Estados foram alvo de protestos no País. 

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"Estamos criando uma nova situação, com a introdução de um novo artigo no Código Nacional de Trânsito: 'Usar veículo para deliberadamente interromper, restringir ou perturbar a circulação na via, se classifica como infração gravíssima, e será aplicada multa de R$ 5.746", disse o ministro.

Além disso, aqueles que receberem multas também não poderão tomar crédito para a compra de veículos por dez anos, informou Cardozo. A medida será publicada na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial da União

Protestos no RS
O Rio Grande do Sul segue com o maior número de trechos bloqueados por caminhoneiros autônomos no Brasil, com oito pontos de rodovias com protestos nesta noite. Apesar dos protestos, não há bloqueio de rodovias.

Caminhoneiros estão mobilizados às margens das estradas, pedindo para que veículos de carga parem e participem das manifestações.

Dilma se manifesta
Nesta tarde, a presidente Dilma Rousseff falou sobre as manifestações de caminhoneiros pelo Brasil. Ela afirmou que os protestos não podem prejudicar os demais segmentos, como a economia, e o abastecimento de comida e combustível.

"Obstruir (rodovias) é crime. Obstruir, afetar a economia popular, é crime. Manifestar é algo absolutamente legal, é da democracia. É algo que faz bem ao Pais e à democracia", afirmou a presidente, durante visita às obras da linha 4 do metrô no Rio de Janeiro.

O movimento
O grupo que participa do movimento foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte. Os manifestantes são autônomos e se declaram independentes de sindicatos. Eles são contra o governo Dilma Rousseff, pedem o aumento do valor do frete, reclamam da alta de impostos e da elevação nos preços de combustíveis, entre várias outras questões.

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