Grêmio dá vexame, é goleado pelo Coritiba e se afasta do G-4

Até a noite desta quarta-feira, perder fora de casa era a incômoda rotina na vida do Grêmio. Na goleada por 4 a 0 para o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, o time agregou o fator fiasco a sua campanha longe de seus domínios. Vitimado por um completo desajuste de todas as peças, escapou de sofrer ainda mais gols e distanciou-se não apenas da liderança, seu principal objetivo, mas até mesmo do G-4. Domingo, agora sob a desconfiança de sua própria torcida, buscará a recuperação contra o líder Palmeiras, de quem está a 10 pontos de distância.

Foi a pior derrota sob o comando de Roger Machado.Quem poderia prever um desastre tão grande se, logo a sete minutos, o Grêmio esteve bem perto de marcar em chute de Henrique Almeida que atingiu o corpo de Juninho, depois de cruzamento de Edílson? No começo do jogo, nada indicava um dos maiores fiascos do time nos últimos Brasileirões. Com os três volantes adiantados, o time ocupava com autoridade a intermediária adversária. A 14 minutos, Marcelo Oliveira reclamou de pênalti quando seu cruzamento bateu no braço direito de Wallison. Aos 18, Jaílson tentou de longe, para fora. Um minuto mais tarde, Douglas roubou a bola de Juninho na intermediária e tentou por cobertura.Em 17 minutos, no entanto, o chão se abriu sob os pés dos jogadores do Grêmio. Foi o espaço de tempo em que o Coritiba construiu a inesperada diferença de quatro gols, fato que serviu para definir a partida ainda no primeiro tempo. Aos 21, Juan cobrou falta alto na direção da área e Wallison Maia, tirando proveito do vacilo de Wallace Reis e da indecisão de Marcelo Grohe ao sair, marcou de cabeça. Foi 0 26] gol de bola aérea sofrida pelo time na temporada. Aos 30, quase a repetição do segundo gol do Botafogo, domingo. Raphael Veiga aproveitou falha de Ramiro e fez passe longo para Leandro. Dentro da área, o ex-atacante do Grêmio chutou cruzado, sem chance para Grohe. Roger pressentiu o desastre e trocou Ramiro por Pedro Rocha. O atacante mal havia pisado o gramado e Raphael Veiga, às costas de Wallace Reis, ampliou para 3 a 0 com um chute rasteiro. Por fim, a 38, Neto Berola, depois de falta mal batida por Douglas, driblou Wallace Reis e fez 4 a 0.

Em pânico, o Grêmio lançou-se a frene de todas as formas, até mesmo com Geromel travestido de zagueiro, o que deixava a equipe exposta a um fiasco ainda maior. Na última jogada do primeiro tempo, Henrique Almeida, lançado por Douglas, atrapalhou-se na frente do goleiro Wilson.

Nervoso, Luan puxou Wallace Reis e Walace pelo braço no instante em que os dois haviam parado para dar entrevistas a caminho do vestiário. Seu gesto refletia o abalo emocional de um time que começa a ver ruir o sonho do título.

No desespero, Roger Machado trocou Henrique Almeida por Kanneman no intervalo e apostou em três zagueiros para reforçar sua defesa. Mas quase viu a equipe sofrer o quinto gol aos dois minutos, quando Marcelo Grohe salvou chute de Raphael Veiga, após nova falha de Wallace Reis.

Disposto a reduzir a diferença, o Grêmio desconsiderou qualquer estratégia tática e lançou-se todo a frente. Teve um gol de Marcelo Oliveira bem anulado e mais do que isso não fez. Como exibia os habituais defeitos de conclusão, abria-se para os velozes contra-ataques do Coritiba. Lentos, Walace e Jaílson eram ultrapassados com velocidade e expunham os últimos ao confronto direto com os atacantes. Na frente, só Pedro Rocha tinha alguma lucidez. Não havia mesmo como mudar um roteiro trágico.

ZERO HORA

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