Hospital abre oncologia, mas falta de verba impede atendimento em Santo Ângelo

O Hospital Santo Ângelo, na região das Missões, inaugurou uma ala de oncologia, para atendimento de pacientes com câncer que pode transformar a unidade de saúde em referência para 25 cidades da região. No entanto, o Ministério da Saúde alega que não pode fazer o cadastramento do local, dando início aos trabalhos, por causa da falta de recursos.

A nova ala tem consultório, posto de enfermagem, sala de exames, sala de manipulação e quimioterapia, com capacidade para atender até nove pessoas. A maior parte da obra de ampliação foi paga com recursos do Ministério Público do Trabalho e pela Justiça do Trabalho, que repassaram R$ 400 mil. Outros R$ 60 mil foram levantados pelo hospital.

Mas a falta de recursos do governo federal deve fazer com que a ala fique parada por pelo menos seis meses. O hospital é uma das 245 unidades filantrópicas que passam por dificuldades financeiras, com o atraso de R$ 3,5 milhões.

Um levantamento feito pela Santas Casas aponta que quase metade dos hospitais filantrópicos reduziram o atendimento à população por falta de recursos. Os repasses atrasados do governo do Rio Grande do Sul somam R$ 180 milhões desde dezembro do ano passado.

De acordo com a direção do hospital, a falta de recursos impede a contratação de médicos para dar início ao atendimento, além do atraso de salários e pagamento de impostos.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul diz que os pagamentos de consultas e exames estão em dia, mas admite que não foram repassados os valores referentes aos incentivos estaduais por conta da crise financeira pela qual passa o Rio Grande do Sul.

Já o Ministério da Saúde afirma que já foi comunicado da proposta de cadastramento, mas alega que não recebeu a documentação. Uma visita técnica de técnicos do ministério deve ocorrer nos dias 21 e 22 de junho.

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