Inter bate Tigres por 2 a 1 e pode empatar fora para chegar à final da Libertadores

Na primeira partida da semifinal da Libertadores 2015, o Inter bateu o Tigres por 2 a 1, no Beira-Rio, nesta quarta-feira. O jogo de volta será na próxima semana, dia 22, no México.

 

Fora, qualquer empate serve ao Inter. Uma vitória simples dá a vaga à final ao Tigres. Derrotas a partir de 3 a 2 garantem os colorados na disputa do título. 

COMEÇO AVASSALADOR

Foram 49 dias de espera. Desde que bateu o Santa Fe, em casa, por 2 a 0, o Inter passou por uma quarentena turbulenta e muitos duvidavam que o "espírito da Libertadores" pudesse ressurgir no Beira-Rio do dia para a noite.

Demorou 10 minutos de jogo para o tira-teima. Logo aos 4, quando a bola estava dominada pelo Tigres e viajava entre os pés dos defensores, Nilmar interveio com um toque que encontrou D'Alessandro livre, de frente para o gol. O camisa 10 pegou a zaga adversária desprecavida, avançou em direção a Guzmán e, de primeira, mandou para o fundo do gol mexicano.Em êxtase, o capitão correu para homenagear os mais de 42 mil torcedores que lotaram a casa colorada. Bateu no peito como se desabafasse. Este era o Inter que ele avisou que estaria de volta nesta quarta-feira.

O Inter pressionava em campo. Com superioridade, conseguia espremer o Tigres contra o próprio gol. Mas nem só de competência vive o futebol. No susto, Valdívia arriscou um chute lascado na entrada da área, depois que Nilmar sofreu um desarme. A finalização esquisita encobriu o goleiro mexicano e ampliou o placar colorado.Nervosos, os colorados não conseguiram administrar a vantagem. A pressão virou afobação – o que deu espaço para o Tigres jogar no campo do Inter.

Até que, logo aos 23 minutos, os adversários descontaram. Sozinho, Ayala subiu na área e desviou para dentro do gol de Alisson.Não fosse o goleiro colorado, o estrago poderia ser maior. Em duas oportunidades, Sobis e Gignac entraram livres na área, mas pararam em intervenções do arqueiro.

Dos skyboxes do Beira-Rio, Diego Aguirre – suspenso por três jogos pela Conmebol – assistia ao time de seu auxiliar, Enrique Carrera, se retrancar em casa. O Tigres jogava mais e o Inter se segurava.

SEGUNDO TEMPO COM UM A MAIS

Sem mudanças na escalação, mas com alteração de postura. Um pouco mais controlado, o Inter conseguia ter calma para trabalhar jogadas.

Por não ter a bola em suas posses, o nervosismo passou para o lado do Tigres. Aos 12 minutos, Ayala atingiu Lisandro por trás e foi expulso.

A partir daí, a formação de ambos os times se modificou. Ferretti fechou a defesa para compensar a desvantagem numérica: tirou o meia Damm e colocou o zagueiro Antonio Briseño.

Enrique Carrera sacou Nilmar e chamou Sasha para melhorar a movimentação colorada e ocupar os espaços que a expulsão mexicana provocou.

Porém, na prática, pouca coisa se desenhou diferente. Satisfeito com o gol que marcou no Beira-Rio, o Tigres não ofereceu mais perigo. Já o Inter não teve eficiência para aumentar o placar.

Com o resultado, qualquer empate, na próxima quarta-feira (22), no México, coloca o Inter na final da Libertadores 2015. Derrotas a partir de 3 a 2 também servem aos colorados. Já o Tigres precisa de uma vitória simples em casa para avançar.

FICHA TÉCNICA
Inter 2×1 Tigres

Local: Beira-Rio

Inter: Alisson; William, Ernando, Alan Costa e Geferson; Aránguiz, Dourado, D'Alessandro e Valdívia (Rafael Moura); Nilmar (Sasha) e Lisandro López. Técnico: Enrique Carrera
Tigres: Guzmán; Jimenez, Juninho, Ayala e Torres; Arévalo, Pizarro, Damm (Antonio Briseño) e Aquino; Rafael Sobis (Lugo) e Gignac (Viniegra). Técnico: Ricardo Ferretti

Gols: D'Alessandro, aos 4, Valdívia, aos 9, e Ayala, aos 23 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Geferson e Rodrigo Dourado (INT); Ayala, Jimenez, Juninho e Pizarro (TIG)
Cartão vermelho: Ayala

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