Irrigar ou não a produção: conheça as vantagens

 

Irrigar ou não a produção: conheça as vantagens

 

Quase todo produtor rural já teve de enfrentar prejuízos causados pela falta de água na produção. Contudo, investir ou não em sistemas de irrigação é uma decisão que merece ser bem analisada. Com o objetivo de ajudar os agricultores a pesar na balança os prós e os contras, os extensionistas rurais de Catuípe, Carlos Dalla Corte e Cleriston Marchesan fizeram uma lista de vantagens. Em Catuípe, onde Dalla Corte e Marchesan trabalham, a Emater/RS-Ascar elaborou e acompanhou a implantação de 56 sistemas de irrigação.

A primeira vantagem de acordo com os Agrônomos é a assistência técnica. O produtor recebe o acompanhamento técnico antes, durante e depois da instalação da irrigação.

O valor do investimento cabe em todos os bolsos e, no caso de não ter o dinheiro à vista, o produtor pode financiar. No Rio Grande do Sul, o Governo do Estado, disponibilizou crédito por meio dos Programas irrigando a agricultura familiar com subsidio de 80%, e o programa mais água mais renda financiado através do pronaf mais alimentos, onde o Estado subsidia a primeira e a última parcela do financiamento, que neste caso é realizado no período de dez anos. Em Catuípe, por exemplo, dos 56 projetos elaborados pela Emater, 8 produtores foram beneficiados pelo programa irrigando a agricultura Familiar e os demais pelo mais água mais renda.

A maior de todas as vantagens, no entanto, de acordo com os extensionistas é a rentabilidade da lavoura e, por consequência, o aumento do lucro. Por exemplo, na propriedade da família do produtor Luiz Vieira, em Ilha Grande interior do município, implantou o sistema por aspersão para irrigar 2 hectares de pastagens perene. Em virtude dos benefícios alcançados com o projeto Luiz relata: “ Foi possível ampliar o sistema para irrigar 3 ha de milho além da pastagem, com o objetivo na produção de silagem e grãos”.

Em avaliação realizada pelos técnicos Marchesan e Dalla Corte, com a participação da estágiaria Cláudia Argenta relatam: “ Este ano, as chuvas foram escassas no Município, principalmente na localidade de Ilha Grande, porém nesta propriedade a produção de silagem atingiu o volume de 23 toneladas de matéria verde por hectare em uma área não irrigada, contra 57 toneladas de matéria verde por hectare, na área de irrigação da propriedade, atingindo um volume de 148 % a mais na sua produção”.

Produtor com os extensionistas da Emater de Catuípe.

De acordo com Luiz Vieira: “Além do aumento da produção, o projeto proporcionou mais qualidade de vida, nossa família dorme com mais tranquilidade sem os sobressaltos causados pela incerteza de ter comida para alimentar o gado no dia seguinte”.

Para fechar a lista de vantagens, os técnicos mencionam a sustentabilidade das propriedades rurais, algo que passa pela sucessão. Os pais deixam para os filhos uma propriedade estável, produtiva, rentável e viável.

 

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