O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Janot pede que o ministro reconsidere a decisão ou leve o caso para o plenário da Corte.
Aécio e Loures foram afastados dos mandatos, na última quinta-feira, por decisão do ministro Fachin. A decisão foi tomada após a deflagração da Operação Patmos – com base nas revelações de empresários do grupo J&F, controlador da JBS.
Para o procurador-geral, a prisão de Aécio e Loures é “imprescindível”. Segundo Janot, os parlamentares “vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.
Delação da JBS
Em depoimento de delação premiada homologado pelo STF, o dono do grupo JBS, Joesley Batista, disse que pagou R$ 2 milhões em propina a Aécio Neves este ano para que ele atuasse em favor da aprovação da lei de abuso de autoridade e anistia ao caixa 2 em campanhas eleitorais.
O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, que foi preso na última quinta (18). A entrega foi registrada em vídeo pela PF, que rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado em uma conta da empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
GAÚCHA