Juiz definirá até a próxima semana se caso Bernardo terá júri popular

A Justiça de Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, definirá até o dia 12 de agosto, quarta-feira da próxima semana, se os réus pela morte do menino Bernardo Boldrini vão a júri popular. O prazo foi estipulado após a defesa de Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta da criança assassinada em abril do ano passado, apresentar as alegações finais do processo. O juiz Marcos Luís Agostini, responsável pelo caso, decidirá se haverá a pronúncia dos acusados, a impronúncia, a desclassificação ou a absolvição.

O corpo do menino de 11 anos foi encontrado enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, no Noroeste do estado, onde ele residia com a família. Além de Edelvânia, são réus o irmão dela, Evandro Wirganovicz; o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini.

Conforme o Judiciário, a fase de instrução do processo criminal que apura a morte de Bernardo foi encerrada em 27 de abril deste ano, quando houve o interrogatório dos réus. Com isso, foi aberto o prazo para que a acusação (Ministério Púbico), a assistência da acusação e as defesas dos réus apresentassem as alegações finais. A defesa de Edelvânia foi a última a cumprir o trâmite, após ter sido notificada.O caso Bernardo

– Bernardo Boldrini foi visto vivo pela última vez no dia 4 de abril de 2014 por um policial rodoviário. No início da tarde, Graciele foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. A mulher trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

– Um vídeo divulgado em maio do ano passado mostra os últimos momentos de Bernardo. Ele aparece deixando a caminhonete da madrasta, Graciele Ugulini, e saindo com ela e com a assistente social Edelvânia Wirganovicz. Horas depois, as duas retornam sem Bernardo para o mesmo local.O corpo de Bernardo foi encontrado no dia 14 de abril de 2014, enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen.

– Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem do sedativo midazolan. Graciele e Edelvânia teriam dado o remédio que causou a morte do garoto e depois teriam recebido a ajuda de Evandro para enterrar o corpo. A denúncia do Ministério Público apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita. A defesa do pai nega.

– Em vídeo divulgado pela defesa de Edelvânia, ela muda sua versão sobre o crime. Nas imagens, ela aparece ao lado do advogado e diz que a criança morreu por causa do excesso de medicamentos dados pela madrasta. Na época em que ocorreram as prisões, Edelvânia havia dito à polícia que a morte se deu por uma injeção letal e que, em seguida, ela e a amiga Graciele jogaram soda cáustica sobre o corpo. A mulher ainda diz que o irmão, Evandro, é inocente.

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