Jurídico do Inter estuda ir ao TAS sobre “Caso Victor Ramos”

O departamento jurídico do Inter informou que estuda ingressar no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) sobre o caso do zagueiro Victor Ramos, que teria sido inscrito de forma irregular pelo Vitória. A decisão de ingressar na corte dependeria de aval da nova diretoria colorada, que assume em janeiro.

Em entrevista à Rádio Guaíba, o advogado do Inter, Daniel Cravo, explicou o andamento atual do processo, após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) se negar a investigar e decidir pelo arquivamento. O clube enviou requerimento pedindo que a corte se manifeste a respeito da ata notarial que, para o Inter, atesta a veracidade dos e-mails apresentados como prova das irregularidades da inscrição.

“Entramos com embargos declaratórios. O processo, teoricamente, ainda está vivo no âmbito da justiça desportiva brasileira”, disse Daniel. “Para seguir no âmbito da justiça desportiva, estamos avaliando a possibilidade de ir até o Tribunal Arbitral do Esporte, mas não sei se vamos”, acrescentou.  “É acima da Fifa, não sei se vamos, até porque temos uma nova diretoria. Vão ser peças fundamentais, que vão definir esta situação”, explicou. “A nós cabe continuar trilhando os caminhos existentes.” O advogado afirmou que o entendimento do Inter é de que houve “infração desportiva continuada” no Caso Victor Ramos e por isso justificou que entende que é necessária a investigação do STJD sobre o possível erro na inscrição.

Daniel citou que, há poucos dias, teve de defender o Inter devido ao drone com a Letra “B” que sobrevoou o Beira-Rio durante o jogo Inter x Cruzeiro. “A Procuradoria denunciou o Inter. Pediram a suspensão de uma pessoa jurídica, que nem cabe. Pediram a suspensão por 360 dias das atividades da pessoa jurídica, sem abrir inquérito, sem pensar na razoabilidade da denúncia. Eu vou controlar o espaço aéreo do Beira-Rio? Como uma pessoa jurídica vai cometer um ato desses?”, questionou. “Quero dizer que o critério utilizado pela procuradoria é, em regra, na dúvida, mínima, denuncia”, argumentou.

“Nesse caso, havendo uma situação absolutamente complexa, que enseja uma compreensão do sistema internacional, que eu ouso a dizer que não são muitos os advogados e auditores brasileiros que conhecem, eu ouso a dizer que merece uma apreciação numa cognição plena, num julgamento, com debate oral e não monocraticamente de um procurador", avaliou.

CP

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