A Justiça decretou, nesta segunda-feira (23), o sigilo das investigações sobre a queda do avião que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Segundo o portal G1, a decisão foi tomada pelo juiz Raffaele Felice Pirro, da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis (RJ).
Amanhã, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal vão ouvir testemunhas do acidente. A procuradora do MPF Cristina Nascimento de Melo pediu documentos sobre a manutenção da aeronave e gravações das conversas entre o piloto e a torre de controle, e outros aviões nos momentos que antecederam a queda.
No início da tarde de hoje, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) afirmou que a caixa-preta do avião que caiu com o ministro foi danificada. A Força Aérea Brasileira (FAB), no entanto, afirma que o gravador de voz contido na caixa é "altamente protegido".
O Cenipa deve iniciar a degravação dos registros de voz do piloto durante o voo após o processo de secagem do gravador de voz. Será analisado também o GPS da aeronave. Ao contrário do gravador de voz, este aparelho não possuía uma proteção específica.
O acidente
O ministro Teori Zavascki foi uma das vítimas da queda de um avião de pequeno porte, na tarde de quinta-feira (19), em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Outras quatro pessoas também morreram no acidente.
Teori, 68 anos, era o ministro relator das ações da Operação Lava Jato no Supremo. O ministro havia interrompido as férias para analisar as delações da empreiteira Odebrecht, cuja homologação estava prevista para ocorrer no mês que vem.
O avião – um bimotor modelo King Air – caiu por volta das 14h30. De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), a aeronave decolou às 13h01 do Campo de Marte, em São Paulo, com destino a Paraty.
GAÚCHA