Larvicida segue suspenso mesmo com recomendação do Ministério da Saúde

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul manteve suspenso o uso do larvicida Pyriproxyfen – usado no Brasil desde 2014 para deter o desenvolvimento da larva do mosquito Aedes aegypti em tanques de água potável. A suspensão foi anunciada na manhã de sábado (13) pelo secretário da saúde, João Gabbardo, durante o Dia D de Combate ao mosquitoAedes Aegypti

Na manhã deste domingo (14), o secretário da Saúde João Gabbardo afirmou que o uso segue suspenso e que uma reunião com outras secretarias vai discutir o uso do larvicida. "O uso segue suspenso no Rio Grande do Sul, é uma posição que temos. Vamos nos reunir com as secretarias envolvidas e também com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que cuida da qualidade da água no Estado", afirmou.

Segundo a Secretaria da Saúde, no Rio Grande do Sul, o larvicida era utilizado apenas em regiões do interior, carentes de saneamento, onde a população precisa armazenar água. Além disso, também é aplicado em depósitos permanentes de água, onde não há o consumo. Nesse caso, o uso seguirá permitido. 

Na noite de ontem, o Ministério da Saúe descartou a relação entre a microcefalia e o larvicida usado para combater o mosquito

Ministério da Saúde descartou a relação entre a microcefalia e o larvicida usado para combater o mosquito. A manifestação foi feita por meio de nota depois do RS suspender o uso do larvicida. Pesquisadores argentinos apontaram associação entre a microcefalia e o larvicida.

Para o Ministério da Saúde, não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do produto químico com a má formação em bebês. Além disso, a pasta destaca que algumas localidades do país que não utilizam o pyriproxifen também tiveram casos de microcefalia notificados.

A nota do Ministério também informa que o país utiliza somente larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que passam por um rigoroso processo de avaliação. Além da certificação internacional, o pyriproxifen também recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

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