A jovem Luana Dallacorte Rolim de Moura que formou-se em fisioterapia pelo CNEC de Santo Ângelo, é a primeira jovem com síndrome de Down a graduar-se na área no sul do país.
Luana iniciou seus estudos em 2015 e aos 24 anos venceu mais um desafio, a conquista do ensino superior. Em entrevista á Rádio Águas Claras ela destacou que seu objetivo é ter uma clínica e trabalhar com terapias orientais da China, sendo que as crianças com alguma dificuldade motora é o que lhe encanta, cadeirantes, amputados, entre outros.
A fisioterapeuta, natural de Santo Ângelo, sempre frequentou o ensino regular de ensino que segundo seu pai Tadeu Rolim foi de extrema importância para seu desenvolvimento e para a Luana “ as instituições de ensino foram escolas da vida”. Interessada em atuar na teoria e prática da “Gameterapia”, tratamento que consiste na utilização de videogames em sessões fisioterapêuticas, ortopédicas e neurológicas, Luana focou esta terapia considerada pelos seus professores como “inovadora” no seu trabalho de conclusão de curso (TCC), que teve como título: “O tratamento de gameterapia nos portadores de paralisia cerebral”.
Para a jovem, é importante que as pessoas com dificuldades de movimentação sejam incentivadas a mudar certos paradigmas mentais. Daí, ela considerar fundamental exercitar o cérebro com ferramentas virtuais, como os jogos.
Ao contar sobre os seus planos e a futura relação com seus pacientes, Luana revela que pretende manter um diálogo específico e coerente com a família das pessoas especiais, instaurar uma comunicação sem tabus na hora fazer um diagnóstico ou propor um tratamento. “Não tenho nenhum preconceito de falar” completou ela ao revelar sua percepção particular da área em que pretende atuar.
“Meu trabalho de conclusão de curso focou no tratamento dos meus futuros pacientes” afirmou Luana ao explicar como foi seu TCC. Ela já visualiza uma área específica de atuação e se aprofundou na teoria e prática da “Gameterapia” aplicada na área da fisioterapia. O tema do TCC foi considerado inovador: “O tratamento de gameterapia nos portadores de paralisia cerebral”.
Para esta jovem, as pessoas com dificuldade de locomoção também precisam realizar mudanças de paradigmas mentais, ela considera fundamental aliar o treinamento cerebral com ferramentas como os games, ela entende que os pacientes demonstram limitações impostas pelo medo.
Confira a entrevista completa no na fampage da nossa emissora em áudio e vídeo.
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