Lula atuou em compra de silêncio de Cerveró, diz denúncia da PGR

A Procuradoria Geral da República denunciou o ex-presidente Lula por obstrução à Justiça no caso da Operação Lava Jato que envolve o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Segundo oJornal Nacional, que teve acesso à íntegra da denúncia, a PGR partiu das delações do senador cassado Delcídio do Amaral e do seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira.

De acordo com a denúncia, Lula, José Carlos Bumlai e seu filho, Mauricio Bumlai, também atuaram para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró por R$ 250 mil.

A conclusão é de que o primeiro pagamento, de R$ 50 mil, foi feito por Delcídio do Amaral em maio de 2015. A denúncia ainda afirma que Diogo Ferreira pagou o montante que restava entre os meses de junho e setembro do ano passado.

Segundo o Jornal Nacional, a Lava Jato quebrou o sigilo de e-mails do Instituto Lula. Foi apontado que o ex-presidente se encontrou com Delcídio antes e durante as tratativas e pagamentos a Cerveró. Um dos encontros teria ocorrido dias antes do primeiro pagamento.

Na delação, Delcídio afirmou que Lula ordenou pagamentos a Cerveró. 

A denúncia da PGR concluiu que Lula "impediu e/ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai".

Contrapontos

Em resposta ao Jornal Nacional, o Instituto Lula informou, através de nota, que o ex-presidente "jamais" tentou interferir na conduta de Cerveró ou qualquer outro assunto da Operação Lava Jato. A defesa de José Carlos Bumlai também negou as acusações. 

A defesa de Diogo Ferreira confirmou os pagamentos, mas afirmou que foram feitos a mando de Delcídio do Amaral. 

O Jornal Nacional não obteve resposta dos advogados de Delcídio.

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