Quase 121 mil pessoas estão envolvidas na organização das eleições deste domingo (7) em todo o Rio Grande do Sul. A maioria delas são mesárias, cidadãos convocados pela Justiça Eleitoral para receber e orientar os eleitores durante a votação. Serão 109 mil gaúchos exercendo esse papel.
"Eu acredito que é um ato cidadania. Ajudar, dar uma tranquilizada nas pessoas… Acho que é para ajudar o país também", opina o gerente comercial Mateus Pereira Martins, que será mesário nas eleições deste ano.
Quem cumpre essa missão ganha um auxílio-alimentação e tem direito a dois dias de folga. Neste ano, no Rio Grande do Sul, 70% dos mesários procuraram a Justiça Eleitoral de forma voluntária para trabalhar. Em Porto Alegre, esse índice é ainda maior, 90% deles são voluntários. Cabe aos mesários garantir o funcionamento correto da seção eleitoral.
"Os mesários não podem se manifestar politicamente. Mesário não pode ter nenhum tipo de manifestação política para não impugnar a seção toda. O mesário tem que manter a ordem. Tem que organizar a fila porque podem ocorrer momentos de fila. Então, tem que saber organizar isso pra não gerar tumulto", explica o coordenador das Eleições do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), Cássio Vicente Zasso.O professor Leandro Rosa Camacho é mesário desde os 16 anos, quando fez o título pela primeira vez. De lá pra cá, já são dez eleições, sempre como voluntário. Faz tanta questão de participar, que domingo vai sair mais uma vez de Porto Alegre para ser presidente de mesa em uma seção eleitoral de Nova Santa Rita, cidade onde nasceu, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
"A função do mesário é importante porque é a pessoa que vai representar o país na urna, vai verificar se está sendo feito como deve ser", observa o professor Leandro. "Eu acho isso muito importante porque, de novo, se o país não pode estar em todos os lugares, os representantes da Justiça Eleitoral, os mesários, são essa representação e eles representam o povo brasileiro", conclui.
Agência Brasil