Neste mês de dezembro, mais de 2 mil empregos temporários devem ser criados no Rio Grande do Sul, conforme projeção divulgada pela Associação das Agências de Recrutamento. O número de vagas abertas para suprir a demanda é 5% maior do que no ano anterior e 32% superior a 2015.
Contando o trimestre, desde outubro, a previsão é de um total de 6.363 vagas temporárias no estado.
O setor do comércio oferece mais da metade das vagas temporárias em áreas como lojas de roupas, supermercados e perfumarias. As funções mais procuradas são atendente, embalador, estoquista e vendedor. Em seguida, aparece a indústria com 36% da demanda de temporários. O setor de serviços está com 9%.
A diretora regional da Associação Brasileira do Trabalho Temporário, Graziele Pachla, avalia que o mercado esteve retraído nos últimos dois anos, e agora volta a crescer.
"Então finalmente os empresários estão tendo um pouco mais de segurança para essas contratações. A lei nº 6.019 especificamente teve uma reforma, agora, em março de 2017, que trouxe mais segurança jurídica para essa relação de trabalho. Tanto para quem contrata quanto para as agências de trabalho temporário e também para o trabalhador temporário", afirma.Os anos de 2015 e 2016 são considerados de baixa, pois apenas 15% dos trabalhadores temporários acabaram efetivados pelas empresas gaúchas, de acordo com a associação. Em 2017, a economia começa a dar sinais de recuperação, o que pode mudar o cenário. A projeção é que até 27% dos temporários acabem efetivados.Esse é o caso da psicóloga Thayse Avila Diehl, que depois de atuar como temporária, hoje é responsável pela seleção de novos empregados em uma empresa.
"Independente de ficar aqui [na empresa] ou não, eu sabia que as relações seriam preservadas, que o meu nome e o meu trabalho estavam sendo avaliados, até para outras oportunidades. Eu sempre recebi muita indicação quando estive entre um trabalho e outro, então eu sei o quanto isso é importante, da gente trabalhar como qualquer outro emprego", conta.