Mais de 6 mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no mês de junho no RS, diz pesquisa

Em junho deste ano, foram fechados 6.521 postos de trabalho no Rio Grande do Sul, o que representa uma queda de 0,26% na oferta de emprego com carteira assinada em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados na sexta-feira (20) pelo Observatório Unilasalle, que pesquisa a situação do mercado de trabalho formal no Brasil.

O levantamento tem como fonte os registros administrativos do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED) disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em todo o estado, o setor que mais encerrou postos de trabalho foi o comércio, com a redução de 2.132 vagas. Já o setor que mais abriu oportunidades em junho foi o de serviços, com aumento de 429 vagas.

Mesmo com variações negativas na maioria dos setores, em 2018 o saldo ainda é positivo no Rio Grande do Sul. Ao longo do primeiro semestre, foram criadas 26.355 vagas com carteira assinada.

De janeiro a março, o estado ampliou vagas, mas a partir do mês de abril o saldo vem sendo negativo, conforme o professor e coordenador do Observatório Unilasalle, Moisés Waismann.

"Estamos oscilando neste primeiro semestre, mas frente ao cenário econômico que atravessamos, a situação ainda está boa", diz. Segundo ele, a expectativa é que para o segundo semestre postos voltem a ser criados no período das festas de fim de ano.

 

Evolução do emprego formal no Rio Grande do Sul por atividade econômica (Foto: Unilasalle/Divulgação)

Evolução do emprego formal no Rio Grande do Sul por atividade econômica (Foto: Unilasalle/Divulgação)

Evolução do emprego formal no Rio Grande do Sul por atividade econômica (Foto: Unilasalle/Divulgação)

Porto Alegre e Região Metropolitana

 

Na capital e na Região Metropolitana de Porto Alegre também houve queda nos postos de trabalho formal no mês de junho. Foi registrado um decréscimo de 2.581 postos com carteira assinada, uma queda de 0,23% nas vagas de emprego em relação ao mês de maio.

O setor de serviços foi o que mais ampliou o número, 512 vagas, e a indústria de transformação foi a que mais fechou, reduzindo 1.375 postos de trabalho com carteira assinada.

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