Milhares voltam às ruas do Rio pedir respostas para morte de Marielle

Com cartazes que diziam "Marielle vive" e gritos de "Justiça!", os manifestantes marcharam pela avenida Rio Branco, uma das principais do centro da cidade, demonstrando indignação e consternação. "É importante toda essa mobilização social para que esse crime bárbaro não fique impune. A gente não sabe se foi um crime de Estado ou não. Provavelmente tem a ver com crime da polícia e alguma questão de calar uma voz que estava defendendo os direitos humanos. Não podemos deixar que isso aconteça nunca mais no Brasil", disse Rafael Cavalli, advogado de 36 anos.

 

Alguns choraram lembrando da vereadora, negra, nascida e criada no complexo de favelas da Maré, que lutava pelos direito dos negros, das mulheres e da comunidade LGBT e que não abaixava a voz na hora de denunciar os abusos policiais ou a recente intervenção militar do Rio. "Quem matou Marielle e Anderson?", questionava um adesivo preto com a foto do rosto da vereadora distribuído aos manifestantes ao longo da manifestação.

 

"Mais uma negra foi morta, mas outras vão se levantar com tanta força e poder quanto ela. Enquanto eu viver, eu luto. Nós não vamos parar", disse Irone Santiago, cujo filho ficou tetraplégico na Maré por disparos dos militares.

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