Militares se preparam para combater o Aedes

Suzy Scarton

No próximo sábado, cerca de 20 mil militares estarão engajados naquela que vem sendo chamada de "guerra contra o Aedes" no Rio Grande do Sul. Somente em Porto Alegre, serão 2 mil homens e mulheres, que oferecerão informação e esclarecimento de dúvidas em bairros que apresentam maiores índices de infestação. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma palestra a fim de orientar cerca de 30 militares que, agora, têm a missão de replicar o conhecimento adquirido aos colegas que atuarão no sábado.
De acordo com o comandante de operações do Comando Militar do Sul, coronel André Álvares, neste primeiro momento, a ação se resume ao esclarecimento. "Claro que, se alguém achar um foco de fácil eliminação, já poderá ajudar nisso", garantiu. Somente os estados do Rio de Janeiro (71 mil) e São Paulo (21,5 mil) receberão mais militares que o Rio Grande do Sul. "Tem a ver com o efetivo. Temos um dos maiores contingentes do País", explicou Álvares.
No dia 13, somente os militares com funções administrativas essenciais serão mantidos nos quartéis. O restante atuará na conscientização das comunidades. Ao todo, no Brasil inteiro, mais de 200 mil militares estarão mobilizados. A lista dos bairros que receberão a visita na Capital será divulgada hoje.
A terceira fase da campanha contra o mosquito, que será realizada entre os dias 15 e 18 de fevereiro, consiste em visitas às residências. Os militares estarão acompanhados de agentes de saúde e inspecionarão focos de proliferação, orientando os moradores e eliminando os criadouros. Na primeira fase, iniciada em 29 de janeiro, as Forças Armadas realizaram um mutirão de limpeza em 1,2 mil unidades militares espalhadas pelo País.
Ontem à tarde, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou mais uma operação de aplicação de inseticida, desta vez em parte do bairro Cristo Redentor, na zona Norte da Capital. A iniciativa se deu devido à suspeita de infecção por zika vírus em um paciente com histórico de viagem à Recife, em Pernambuco. Hoje, haverá aplicação do veneno em trechos dos bairros Rubem Berta e Camaquã. O motivo são duas contaminações por dengue, já confirmadas, em pacientes com histórico de viagens a São Paulo e ao Rio de Janeiro. A pasta recomenda que os moradores da região realizem vistoria criteriosa de criadouros nas residências, além do uso de repelente corporal e elétrico. Telas mosquiteiras também são indicadas.
 
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