Ministério da Saúde informa 25 mortes e 1.546 casos de Covid-19 no Brasil

Subiu para 1.546 o número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil, de acordo com as informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde neste domingo. Até o momento, 25 mortes estão confirmadas por conta da Covid-19 em território nacional. “Quando chegou na Europa o mundo ocidental começou a tomar ciência. Todos os países do mundo estão tomando as mesmas medidas”, destacou o titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, que notou que o primeiro caso do Brasil foi confirmado há cerca de um mês, em 26 de fevereiro. “Veremos como as projeções se comportaram e faremos novas”, disse.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (926), seguida da Região Nordeste (231), da Sul (179), da Centro-Oeste (161) e a Região Norte (49).
São Paulo acumula o maior número de casos (631), seguido por Rio de Janeiro (186), Distrito Federal (117), Ceará (112), Minas Gerais (83) e Rio Grande do Sul (73).  Em seguida vem o estado de Santa Catarina (57), Paraná (50), Bahia (49), Pernambuco (37), Amazonas (26), Espírito Santo (26), Goiás (21), Mato Grosso do Sul (21), Acre (11), Sergipe (10), Rio Grande do Norte (nove),  Alagoas (sete), Pará (quatro), Piauí (quatro), Rondônia(três), Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Tocantins e Rondônia (dois cada). Amapá e Paraíba (um).

Mandetta mencionou o fato de que alguns prefeitos não guardam correlação com o momento em que a cidade está passando, em atitudes que chamou de “intempestivas”. “É preciso definir o que é essencialidade, é importante para que não façamos da paralisação total um remédio mais duro do que o próprio vírus. É preciso checar o cloro para tratar a água que abastece as cidades. É preciso que o pessoal da segurança possa ir e vir, que quem mantem empresas possa se locomover. Que uma série de materiais chegue. Não é uma competição de quem manda no que, é planejamento e organização. Precisamos definir melhor os períodos de interrupção”, avaliou, dizendo que tudo dever ser muito bem estudado “para não ter efeitos secundários”.

Conforme o ministro, o Brasil está com a produção de ventiladores respiratórios muito acelerada. “Temos encomendas exteriores e achamos que vamos encontrar o novo ponto de equilíbrio. A partir do momento em que o mercado de equipamentos para profissionais de saúde esteja regulado, descentralizamos para que os Estados possam fazer suas aquisições”, comentou.

Cuidados com a cloroquina

Mandetta também se referiu à cloroquina, remédio que trata a malária e usado em alguns testes contra a Covid-19. “Nós já monitorávamos desde o primeiro paper produzido ainda em fevereiro. Havia indícios e continuamos assim. São poucos pacientes tratados e não sabemos se o medicamento foi decisivo ou não, precisa ser feito em maiores escalas.  No momento em que é colocado como universal, fica quase impossível para o médico dizer que tem que esperar resultados de pesquisas. O Brasil tem total capacidade de produção, temos matéria-prima, temos condição de abastecer todo o território nacional para todos os casos, porque é pano de fundo para malária. Temos capacidade de solucionar o nosso parque. Estamos aguardando os protocolos”, disse.

Brasileiros que, com sensação de iminente perigo, foram para farmácia e esgotaram o estoque desse medicamento foram criticados por Mandetta. “Deixaram as pessoas que têm lúpus e artitre reumatóide como coadjuvante. Deixaram desabastecidos  nessa corrida paralela por esse medicamento que tem efeitos colaterias intensos e que não devem ficar an casa para serem usados sem a devisa orienteação médica porque guarda consigo possíveis efeitos colaterias muito mais graves que uma gripe que quase metada de população não vai pegar. Da metade que vai entrara em contato, mais da metade não vai ter sintomas”.

Para o ministro, a pirâmide etária do Brasil será determinante para o comportamento do vírus SARS-Covid-2. “Como temos uma base populacional jovem, acho que podemos ter um grande cordão imunológico, com menos casos graves e uma minoria vai precisar de internação”, disse. “Vamos administrando o país como um todo, para fazermos a transição menos impactante para todos’, completou, referindo-se à ampliação da capilaridade do Sistema Único de Saúde.

Fake News

Mandetta pontuou que a doença tem muitas faces. “Também é doente a fake news. Fizeram um áudio dizendo que era a minha voz. Estou aqui para dizer que não gravo nenhum áudio. Tudo que eu falar será dito em frente às câmeras. Eles doentinhos da fake news gostam de usar a autoridade de alguém para passar trotes, assustar pessoas”, alertou, prevendo que mais desinformação seguirá.

FONTE: Correio do Povo

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