Ministro do STF Teori Zavaski morre em queda de avião, aos 68 anos

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), está entre as vítimas da queda de um avião de pequeno porte, na tarde desta quinta-feira (19), em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Outras quatro pessoas, ainda não identificadas, também morreram no acidente.

A confirmação da morte foi feita pelo filho de Teori, Francisco Zavaski, em seu perfil no Facebook. “Caros amigos, acabamos de receber a confirmação de que o pai faleceu! Muito obrigado a todos pela força!”, postou.

Teori, 68 anos, era o ministro relator das ações da Operação Lava Jato no Supremo. O ministro havia interrompido as férias para analisar as delações da empreiteira Odebrecht, cuja homologação estava prevista para ocorrer no mês que vem.

O avião – um bimotor modelo King Air – caiu por volta das 14h30. De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), a aeronave decolou às 13h01 do Campo de Marte, em São Paulo, com destino a Paraty.

O Corpo de Bombeiros informou que o avião caiu no mar, próximo à Ilha Rasa, e ficou parcialmente submerso. Além dos bombeiros da cidade, homens do quartel de buscas e salvamento da Barra da Tijuca, no Rio, se deslocaram para auxiliar nas buscas.

Na hora do acidente, chovia forte em Paraty, e a região estava em estágio de atenção.

Perfil

Ministro do Supremo desde 2012, Teori Zavascki era magistrado e professor. Ele nasceu em Santa Catarina, em 15 de agosto de 1948, e tinha residência em Porto Alegre.

Teori se formou em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1971. Na instituição gaúcha, concluiu também o mestrado e o doutorado.

Em dezembro de 2002, foi indicado por Fernando Henrique Cardoso para ser ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado no ano seguinte, já durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Teori permaneceu no cargo até 2012, quando foi indicado por Dilma Rousseff para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

No STF, participou de decisões importantes sobre os rumos da política brasileira. Durante o impeachment de Dilma, Teori negou, em maio de 2016, pedido de liminar para anular o processo. Após a aprovação da saída da petista, também negou pedido para anular a sessão que determinou o afastamento.

Durante a Operação Lava Jato, Teori alvo de polêmica envolvendo o inquérito de Lula. Em março do ano passado, manifestantes estenderam faixas em frente à residência dele em Porto Alegre com os dizeres "Deixa o Moro trabalhar". O protesto fazia menção à determinação de Zavascki para que o juiz federal Sérgio Moro enviasse ao STF as apurações sobre o ex-presidente. Três meses mais tarde, remeteu as investigações à 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

GAÚCHA, COM AGÊNCIAS

 
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