Mosquito criado em laboratório é alternativa no combate ao Aedes

Um mosquito desenvolvido em laboratório tem servido de alternativa ao combate do mosquito Aedes Aegypyi no município de Piracicaba, no estado de São Paulo. O "mosquito do bem", como é conhecido, é estéril. Como é macho, não pica, portanto não transmite nenhuma das doenças tradicionais do mosquito.

Em entrevista ao Gaúcha Repórter desta terça-feira (19), o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato, diz que os resultados são expressivos em oito meses de aplicação no município.

"Os resultados saíram hoje. Em oito meses de trabalho de soltura dos mosquitos modificados, houve um resultado espetacular. Antes eram 120 casos no bairro, que tem 5 mil habitantes, agora baixou para seis ocorrências", comemorou o prefeito.

O município realizou a aplicação em apenas um bairro, como um projeto-piloto. Já o restante da cidade apresentou novos casos de dengue nos últimos meses. O local onde ocorre o teste teve a última situação em setembro de 2015.

O mosquito geneticamente modificado copula e neutraliza as fêmeas, que não podem se reproduzir, diminuindo assim a incidência de novos mosquitos.

Custos

De acordo com o prefeito, o custo com a dengue e o trabalho preventivo tradicional é cerca de R$ 10 milhões ao ano. Como o município tem 400 mil habitantes, tem um valor per capita de R$25. Já o método alternativo, restrito no bairro onde acontece o teste, custa R$27 per capita.

voltar
© Copyright 2019